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SER “GRANDE” É SER “PEQUENO”
NUM MUNDO ONDE O DINHEIRO E O PODER SAO AS MAIORES COBIÇAS DO HOMEM, O SENHOR JESUS NOS MOSTRA E NOS ENSINA A ANDAR NA CONTRA-MAO DE TODAS ESSAS COISAS.NO TEXTO DE MATEUS 20 V 27, que diz: E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo;
JESUS ENSINA AQUILO QUE É MAIS DOLOROSO PARA O HOMEM QUE É EXATAMENTE MATAR O SEU “EU”, MORRER PARA SÍ MESMO E SERVIR AO SEU PROXIMO E ABRIR MAO DE SEUS INTERESSES. ISSO, PARA O HOMEM EM SUA NATUREZA HUMANA, É MUITO DURO DE SE ACEITAR. SER O MENOR. SER PEQUENO.
ENCONTRAMOS LÁ NO TEXTO DE ATOS 9 V 1 AO 10, ALGO SOBRENATURAL QUE ACONTECEU COM UM CERTO HOMEM CHAMADO SAULO DE TARSO.
SAULO DE TARSO NASCEU NA CIDADE DE TARSO, FILHO DE FARIZEU, INSTRUIDO POR GAMALIEU, TINHA COMO OFICIO FAZER TENDAS. SAULO MESMO ANTES DE ENCONTRAR JESUS, AS SUAS AÇOES ERAM MUITO MARCANTES DEVIDO A SUA ALTA CAPACIDADE DE LIDERANÇA E RESPEITO DA CORTE ROMANA. ERA FILOSOFO E DEFENDIA COM ARDOR OS PRINCIPIOS DO FARIZAISMO QUE ERA O ENSINAMENTO DADO A ELE DESDE OS SEUS ANTEPASSADOS.
SAULO ERA CONHECEDOR DAS ESCRITURAS E ACREDITAVA QUE AQUELE MOVIMENTO CRISTAO ERA NOSCIVO AO JUDAISMO POR ISSO ERA TAO OBSTINADO A PERSSEGUIR OS CRISTAOS. ESTE ERA O “GRANDE ” SAULO.
O NOME “SAULO” É UMA DERIVAÇAO DE “SAUL”, QUE QUER DIZER: GRANDE. SER GRANDE É O SONHO DE CONSUMO DO HOMEM.
SAUL, NOS TEXTOS DE 1SAMUEL, ERA HOMEM DE GRANDE ESTATURA. ERA GRANDE. MAS SAUL TINHA OUTRA CARACTERISTICA QUE FOI DEMONSTRADA LOGO QUE FOI UNGIDO COMO O PRIMEIRO REI DE ISRAEL: ELE ERA INDEPENDENTE E SOBERBO.
SAUL QUERIA SER GRANDE COM SUAS PROPRIAS PERNAS.NAO ACHAVA NECESSARIO OUVIR A VOZ DE DEUS ATRAVES DO PROFETA.
ANTES DA CONVERSAO DE SAULO POUCO HAVIA SIDO FEITO A RESPEITO DA PROPAGAÇAO DO EVANGELHO AOS GENTIOS E NADA MELHOR DO QUE UM HOMEM COMO SAULO PARA FAZE-LO. MAS ANTES DEUS TEVE QUE TRABALHAR NA VIDA DESSE MOÇO.
…DEUS TEM GRANDES OBRAS A REALIZAR NA VIDAS DAS PESSOAS, MAS PRIMEIRO FARÁ NA MINHA.
ATOS 9 V 3: E INDO NO CAMINHO, ACONTECEU QUE, CHEGANDO PERTO DE DAMASCO, SUBTAMENTE O CERCOU UM ESPLENDOR DE LUZ DO CEU. V4: E, CAINDO EM TERRA, OUVIU UMA VOZ QUE LHE DIZIA: SAULO, SAULO, POR QUE ME PERSEGUES? V 5: E ELE DISSE: QUEM ÉS, SENHOR? E DISSE O SENHOR: EU SOU JESUS, A QUEM TU PERSSEGUES. DURO É PARA TI RECAUSSITRAR CONTRA OS AGUILHOES.
OBSERVE ESTA PALAVRA: …DURO É PARA TI RECAUCITRAR CONTRA OS AGUILHOES. ESTA PALAVRA TEM UM SIGNIFICADO. ESTA FRASE É UMA VARIAÇAO QUE TRADUZIDA DO HEBRAICO PARA O PORTUGUES SIGNIFICA:… NAO ADIANTA RESISTIR POIS O MEU PODER É GRANDE.
O SENHOR SE APRESENTOU PESSOALMENTE ELE. A IRRESISTIVEL PRESENÇA DE JESUS!! SAULO FICOU CEGO POR TRES DIAS EM DAMASCO NA CASA DE JUDAS ONDE ANANIAS IRIA ENCONTRA-LO PARA UNGI-LO.
O SENHOR TOMBOU SAULO DO CAVALO E O FEZ VOLTAR AO PÓ. A SUA ESSENCIA VERDADEIRA. O PÓ. NO CHAO. UM SENTIMENTO DE DEPENDENCIA.VIU QUE ERA APENAS UM HOMEM.
NO PRIMEIRO DIA DE SUA CEGUEIRA SAULO PERDEU O CONTROLE E O DOMINIO. SAULO FOI ATROPELADO PELO PODER DE CRISTO.
NO SEGUNDO DIA SAULO PERDEU A ARROGANCIA DE PERSSEGUIDOR E A AUTIVEZ DE UM ASSASSINO. ESTAVA QUEBRANTADO E CONTRITO.
NO TERCEIRO DIA… E NO TERCEIRO DIA. QUANTAS COISAS NOS VEM A MENTE… SAULO MORREU… NASCEU PAULO QUE SIGNIFICA: PEQUENO.
CONCLUO
NASCE AGORA O APOSTOLO DOS GENTIOS. O ,”PEQUENO”, GRANDE APOSTOLO PAULO. NO REINO DE DEUS SER GRANDE É SER PEQUENO.SER O PRIMEIRO É SER O ULTIMO.
É SERVIR AO INVÉS DE SER SERVIDO… DAR SEM QUERER NADA EM TROCA. AMAR MESMO SENDO ODIADO.
O SENHOR DESEJA TRANSFORMARNOS EM NOVAS CRIATURAS E USARMOS NO SEU PODER. SEJAMOS PEQUENOS. EM NOME DE JESUS
DOUTRINA DO ANIQUILACIONISMO – SONO DA ALMA
Quando o assunto é sobre a alma, duas classes de crenças se manifestam: A dicotomia e a tricotomia. Os dicotônicos crêem que possuímos somente corpo e espírito, já os tricotônicos crêem na existência de corpo, alma e espírito.
Os dicotônicos, se valem de Gênesis 02:07 “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Eles dizem então, que a alma, é o resultado do fôlego de vida e do pó da terra, dai, surge a doutrina do sono da alma, visto que quando o corpo morre, esta alma dorme, pois que a alma sozinha não teria vida própria, precisando do fôlego de vida (espírito humano), mais o pó da terra.
Os dicotônicos, dizem que a tricotomia seria uma heresia de Platão, e que a imortalidade da alma, seria a primeira mentira do diabo.
Isso não é verdade, visto que a tricotomia é uma crença anterior a Platão, e a doutrina da imortalidade da alma não é nem a primeira mentira do diabo, e nem ao menos é mentira!
Eles se validam da seguinte citação: Gênesis 03:04 “Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.”
De fato esta era uma mentira do diabo, visto que Deus havia dito que certamente morreriam ao comer do fruto (Gênesis 02:17). Mas não foi a primeira mentira do diabo, a primeira foi lá no céu, enganando aos anjos (Apocalipse 12:04). De fato o diabo estava mentindo ao dizer que eles não morreriam, mas isso não quer dizer que a doutrina da imortalidade da alma seja uma mentira, o diabo dizia que o corpo deles não iria morrer, mas não se tratava da alma, tanto que Deus disse: “porquanto és pó e em pó te tornarás.” Gênesis 03:19. Deus não falou sobre a alma (fôlego de vida), mas sobre o corpo, que fora feito do pó. Logo, a doutrina da imortalidade da alma, não é mentira nem doutrina do maligno, mas como veremos, é uma doutrina bíblica.
A tricotomia é uma doutrina bíblica, veja: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” I Tes. 05:23. Neste versículo, percebemos que nós também somos um trindade humana, visto que somos feitos a imagem e semelhança de Deus (Gênesis 01:26), concluimos que nós não somos 03, mas uma única pessoa, assim é nosso Deus, não 03, mas um, sendo a Trindade na unidade.
Analisando os versículos usados pelos anunciadores da doutrina do sono da alma:
Os principais grupos religiosos que pregam o sono da alma, são os adventistas do sétimo dia, e as testemunhas de Jeová, que herdou a doutrina dos adventistas, visto que Challes T. Rusell era adventista antes de fundar as testemunhas de Jeová, que a princípio era chamada de Rusellitas.
Estes grupos e outros, se validam das seguintes passagens:
“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” Eclesiastes 09:05-06.
Estes grupos se esquecem de uma regra de interpretação: O contexto. O livro de Eclesiastes foi escrito por Salomão, que estava se referindo as vaidades feitas debaixo do sol. O termo “debaixo do sol” aparece 30 vezes por todo o livro de Eclesiastes, e o termo “debaixo do céu” aparece por 03 vezes (Ecl. 01:13/ 02:03/ 03:01).
Logo, em Eclesiastes 09:05-06, trata-se de que não há mais lembrança do que se faz debaixo do sol (céu), mas continuam a se lembrar do que fizeram ainda em vida, como veremos mais adiante.
Se não interpretarmos corretamente os versículos em estudo, teríamos que dizer que também não há recompensa para os mortos, logo, de que adiantaria servir a Deus? E que pena teria o ímpio? Logo, os versículos se tratam da vaidade que há debaixo do sol, das pessoas que se alegram em possuir vários bens materiais, porém, Salomão nos esclarece que não há como levar seus bens a morte. A recompensa haverá sim, e os grupos anunciadores do sono da alma também acreditam nisso, mas não estariam eles em contradição?
Utilizam também o Salmo 115:17 “Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio.” Novamente falta um interpretação e leitura do contexto: “Mas nós bendiremos ao SENHOR, desde agora e para sempre. Louvai ao SENHOR!” Salmos 115:18. Ora, nós não morreremos na morte eterna, visto que louvaremos ao Senhor para todo o sempre! Ele não foi para a morte a qual ele se refere, ou seja: separação de Deus. Existem alguns que estão mortos mesmo em vida: Mateus 8:22 “Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me e deixa aos mortos sepultar os seus mortos”.
Os grupos também utilizam o seguinte versículo: “Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão.” Eclesiastes 03:19-20.
Novamente falta a estes grupos um estudo amplo do contexto. O capítulo 03 de Eclesiastes já começa dizendo: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” Eclesiastes 03:01. O versículo 16, do mesmo capítulo confirma: “Vi mais debaixo do sol: no lugar do juízo, impiedade; e no lugar da justiça, impiedade ainda.” Eclesiastes 03:16.
Logo, os versículos em estudo, não falam do sono da alma, mas falam do corpo, que volta ao pó, você consegue me mostrar neste versículo algo falando da alma? Pergunte isso a um membro destes grupos.
Vamos analisar mais um versículo: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.” Ezequiel 18:04.
Vamos fazer uma análise do contexto, antes de tirar conclusões? O capítulo 18 de Ezequiel, está falando que a salvação é individual, o filho não paga pelos pecados do pai, nem os pais pelos pecados dos filhos. Deus chama as pessoas ao arrependimento, diz que se eles se arrependessem, viveriam. Logo, concluimos: Se houvesse a morte da alma, só haveria para os condenados, não para os salvos. Os salvos não ficariam dormindo, mas em algum lugar, veja:
” andando nos meus estatutos, guardando os meus juízos e procedendo retamente, o tal justo, certamente, viverá, diz o SENHOR Deus.” Ezequiel 18:09.
Então, quando o diabo disse que Adão e Eva não morreriam, ele mentia, pois o corpo deles morreu, mas no versículo apresentado, Deus fala: “certamente, viverá” logo, há alguma consciência sim após a morte!
Mas, qual é a morte da qual Deus fala no versículo 04 ? Os grupos em estudo só mostram o versículo 04, não mostram o versículo 20 e 21, vamos ler:
” A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Mas, se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá.” Ezequiel 18:20-21.
A morte então do versículo 04, é somente para os ímpios, e essa morte, é a separação de Deus, a alma sem Deus, fica como morta, visto que nossa alma deseja a vida em Deus:
Salmos 42:2 “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”.
Logo, a alma que pecar, morrerá, isto é, será separada de Deus, irá para a segunda morte, no sofrimento eterno (Marcos 09:44/ Apocalipse14:0911/ 20:10 e 14).
Mais uma referência, a preferida deles: “Assim falou e, depois, disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.” João 11:11.
Falava Jesus do sono da alma? Onde estava Lázaro? No paraíso? Então por que Jesus o ressuscitou? No hades? Então há salvação depois da morte? Dormindo, inclusive a alma? Então existe o sono da alma?
Existe uma regra na hermeneutica: Onde a Bíblia se cala, eu devo me calar também. Podemos somente “especular” sobre o tema: Lázaro estava no paraíso, e Cristo o ressuscitou, e Lázaro tornou-se uma pregação viva. Vamos analisar o contexto:
“Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Mas Jesus dizia isso da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono.” João 11:12-13.
O discípulos cuidavam que fosse o repouso do sono comum, Cristo fala claramente: “Então, Jesus
disse-lhes claramente: Lázaro está morto” João 11:14.
Isto é, o corpo de Lázaro estava no sono, sobretudo, não a sua alma, como veremos mais a seguir.
As seitas, não tendo como fundamentar as suas crenças, chegam ao absurdo de adulterarem as escrituras. Jesus disse ao ladrão que estava ao lado dele na cruz: “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Lucas 23:43.
As testemunhas traduziram da seguinte forma: “E ele lhe disse: ‘Deveras eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.”‘
Alguns ainda traduziram: “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”. Esta vírgula não existe nos originais!
Essa “tradução” tira totalmente a esperança daquele ladrão, indica que ele estaria no paraíso, mas não no mesmo dia. Assim são as seitas: fecham os céus, nem eles entram nem deixam entrar os que desejam: Lucas 11:52 “Ai de vós, intérpretes da Lei! Porque tomastes a chave da ciência; contudo, vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando.”
“…Vós torceis as palavras do Deus vivo, do SENHOR dos Exércitos, o nosso Deus.” Jeremias 23:36.
“Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.”II Pedro 03:16.
Vamos analisar mais algumas citações: João 20:17 “Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.”
Estes grupos utilizam desta afirmação para tentar dizer que nem mesmo Jesus teria subido ao paraíso indicando que realmente o ladrão não teria ainda entrado no paraíso.
Lembra-se da regra de interpretação? O que diz o contexto? Ora, Jesus não havia subido ao Pai ainda no corpo, visto que este havia ficado no sepulcro! Muito se enganam estes grupos ao usufruirem desta citação, visto que eles mesmos apregoam que após a morte o fôlego de vida retorna ao Pai, logo, não podem utilizar-se desta passagem sem entrarem em contradição com a doutrina por eles anunciada, visto que no mínimo, o fôlego de vida de Cristo teria subido ao Pai.
Quero apenas frisar que os grupos se contradizem e não a Bíblia, visto que de fato, o corpo de Cristo não havia subido ao Pai.
“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” Mateus 10:28.
Este versículo em nada defende a doutrina do sono da alma, mas refuta o mesmo, mostrando que Deus tem o poder de matar o corpo, e fazer a alma perecer (sofrer), no inferno.
Vamos agora analisar as citações ocultadas pelos grupos em estudo, por que será que eles omitem as citações a seguir?
“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” Filipenses 01:21-23.
Ora, se Paulo tivesse em mente ficar na sepultura aguardando até a ressurreição, seria lucro? Paulo desejava estar com Cristo, e ão estar na sepultura!
“Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor” II Coríntios 05:06.
“Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.” II Coríntios 05:08. Estar ausente no corpo, é estar presente com o Senhor, e não estar na sepultura!
“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam.” Apocalipse 06:09.
Eram pessoas mortas, porém conscientes, que estavam debaixo do altar, e não na sepultura, em plena consciência do motivo pelo qual haviam morrido, porém, não sabiam do que continuava a ocorrer debaixo do sol, ou debaixo do céu, mas lembravam-se que haviam sido mortos pelo testemunhos de Cristo, e ainda diziam:
“Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” Apocalipse 06:10.
Pergunto: Estavam eles clamando na sepultura? No versículo seguinte, são dadas a eles uma vestidura branca e foi-lhes dito que esperassem por um pouco de tempo. Deus mandaria que fossem dadas vestiduras brancas aos mortos no sepulcro? E ainda falaria para eles esperar?
Vamos examinar rapidamente mais algumas citações para refutar o sono da alma:
“no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” I Pedro 03:19-20.
“pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus.” I Pedro 04:06.
O Evangelho foi anunciado aos que dormem? Como poderiam eles entender se estivesse dormindo?
“Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos.” Salmos 116:15.
É precioso para Deus ver seus servos morrendo e ficando somente na sepultura?
Depois da morte, seremos recebidos pelo Senhor! “Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.” Salmos 73:24.
Mateus 17:3 “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.”
Ora, Elias havia sido arrebatado vivo, mas Moisés morreu (Deuteronômio 34:07/ Josué 01:01), como ele poderia então falado com Jesus? Quero enfatizar que Moisés falou com Jesus, não com os discípulos, não houve comunicação entre os discípulos e Moisés ou Elias: “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.” Mateus 17:03. Os adventistas tentam manipular este fator, dizendo que Moisés havia sido arrebatado e mostram a referência de Judas 01:09 ” Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.” Mas onde diz ai ou em qualquer outra citação que Moisés foi ressuscitado? Pelo contrário, ali que a disputa foi pelo corpo de Moisés!
Para finalizar, vamos examinar um trecho bíblico que mais desespera a estes grupos.
Lucas 16:19-31 “Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado. E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.”
Os dois morreram, o corpo foi para o mesmo lugar (Eclesiastes 03:19-20), mas a alma não. Eles não ficaram dormindo, o rico estava bem consciente, sabia que estava ali por não ter arrependido (Lucas 16:30), ele lembrava-se da casa de seu pai, e até da quantidade de irmãos que ele tinha (verso 25). Agora estava atormentado, e Lázaro consolado, mostrando que após a morte, é considerado o que foi feito em vida.
As testemunhas de Jeová dizem que este evento não era literal, o que não é verdade, visto que isso não era somente uma parábola, visto que Jesus começou dizendo: “Ora, havia…” Se havia, significava que eles existiam. Em nenhuma parábola contada por Jesus, nunca foi citado o nome de ninguém, nesta ocasião foi, provando que não era uma estória, mas uma história. Mas, supondo que fosse, por que Jesus teria contado isso? Seria algo somente para apavorar quem estava ouvindo-O? Estaria Jesus relatando algo que não é verdade?
Em suma: As seitas de fato estão torcendo as Escrituras e fechando o céu para os seus membros.
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” Mateus 23:13.
A Bíblia exorta: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” I Timóteo 04:01-02.
2 Coríntios 11:3 “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”
Hebreus 13:9 “Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram.”
Escrito por Wellington Leão
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A IGREJA ADVENTISTA DO 7º DIA É UMA SEITA ?
O ASD (Adventismo do Sétimo Dia) satisfaz todas as exigências que uma organização religiosa precisa satisfazer para caracteriza-se como seita. Senão, vamos aos fatos, pois contra os mesmos não há argumento.
I – O ADVENTISMO TROPEÇA NA BÍBLIA
Na Revista Adventista de fevereiro de 1984, página 37, podemos ler o que se segue: “Cremos que… Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia.
Negamos que a qualidade ou grau de inspiração de Ellen White seja diferente dos encontrados nas Escrituras Sagradas”.
À luz de Ap.22.18,19, os adventistas necessitam se retratar, se não querem ser condenados.
Os asd (adventistas do sétimo dia) às vezes se “defendem” da acusação acima, citando suas obras, nas quais os escritos de Ellen White e outras obras deles são, às vezes, chamados de luz menor e a Bíblia de luz maior(1). Algumas obras dos adventistas chegam a dizer que a Bíblia deve ser a nossa única regra de fé. Porém, esse “escudo”, muito longe de inocentá-los, expõe com naturalidade que são sutis e contraditórios. Sim, porque se os livros de Ellen White têm o mesmo peso da Bíblia, não são uma luz menor. E, se são uma luz menor, então não são tão inspirados quanto a Bíblia. E desse modo fica difícil sabermos em que crêem os adventistas. Afinal de contas, os escritos de Ellen White são ou não são do mesmo peso da Bíblia? Essa confusão não se dá por acaso. Trata-se de um recurso satânico para que o dito fique pelo não dito e a arapuca do diabo funcione. Tomara que o caro leitor não seja a próxima vítima! E, se já vitimou-se, que se liberte pelo conhecimento da verdade (Jo 8.32; Hb 4.12).
II– O ADVENTISMO TROPEÇA EM CRISTO
2.1. Confundem Jesus com o arcanjo Miguel
Os asd afirmam que Jesus é o arcanjo Miguel.(2) Mas, segundo a Bíblia, Miguel é um dos primeiros príncipes, Dn 10.13. Ora, sendo o Senhor Jesus Cristo a segunda pessoa da Trindade (o que os asd não negam), Ele é plenamente Divino e, portanto, ímpar. E sendo Ele ímpar, então Ele é “o” e não “um dos”. Logo, Ele não é Miguel, pois como já vimos, Miguel é apenas “um dos…”. Sim, dizer que Jesus é Miguel, é negar a singularidade do Senhor. Logo, uma de duas: Ou Miguel é Jesus e este não é singular; ou Jesus é singular, e não pode, portanto, ser confundido com Miguel.
Jesus exibiu Sua autoridade sobre o diabo e os demônios (Mc 16.17; Mt 4.10; Lc 10.17), mas Miguel escudou-se no Senhor, quando de seu confronto com Satanás (Jd 9). Isto exemplifica a disparidade que há entre Jesus e Miguel, o que prova cabalmente que são diferentes.
2.2. Jesus também era pecador?
O ASD prega ainda que Jesus também tinha o pecado original. Senão, vejamos: “…Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada…” (O Desejado de Todas as Nações, Ellen G. White, CPB, 37ª edição, página 82).
“Em sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo o filho de Adão _ uma natureza pecaminosa” (Estudos Bíblicos, CPB, edição de 1979, páginas 140_141). Que blasfêmia!
III – O ADVENTISMO É EXCLUSIVISTA E PROSELITISTA
3.1. Exclusivistas
Basta-nos ler a Revista Adventista de abril/98 para vermos que os asd usam chavões como: “Nós, a igreja verdadeira”; “Nós, o povo remanescente”; “Nós, o único povo que tem a verdade…” Tanto que é assim, que nessa revista, no editorial de Rubens Lessa, os asd são aconselhados a deixarem de usar esses chavões “numa reunião em que não adventistas estão presentes”. Atentemos para o fato de que Rubens Lessa não reprova o uso desses chavões, mas tão-somente sugere que os mesmos sejam evitados, se houver não-adventistas por perto. Esse malabarismo dos adventistas os torna mais perigosos do que os Testemunhas de Jeová, os Mórmons e outras seitas diabólicas. É que estes batem de frente conosco, tachando-nos de falsos profetas na cara. Mas os asd, embora pensem assim também, não nos dizem isso nos primeiros contatos, a fim de não espantarem a presa. Essa estratégia tem funcionado, pois é grande o número de evangélicos que já se deixam levar. E isso prova que é verdadeiro o provérbio: “Que Deus me defenda dos meus amigos, porque dos meus inimigos me defendo eu.”
3.2. Proselitistas
Algumas das provas de que os asd são proselitistas, são:
a) Os testemunhos: Os asd adoram publicar espalhafatosamente, em seus periódicos, as “conversões” de evangélicos às suas fileiras, os quais dão os seus “testemunhos” (ou tristemunhos, como às vezes brinco), dizendo que agora encontraram a verdade.(3) (Então não há verdade nas igrejas evangélicas?!);
b) a euforia do senhor Bullón: Há um livro, cujo autor – adventista típico – afirma nas páginas 323-327 que nenhuma das igrejas evangélicas é a esposa do Cordeiro; antes são todas falsas e hipócritas, e que seus membros (adeptos) estão indo para o Inferno. Somos, pois, aconselhados a emigrarmos de nossas igrejas rumo ao Adventismo. Para nos dar esse conselho, o autor desse pernicioso livro se apóia em Ap 18.4 que diz: [...] “Sai dela, povo meu” [...]. E o “pastor” adventista Alejandro Bullón prefaciou o dito livro, esbanjando elogios e contando que a 1ª edição havia sido um sucesso entre os evangélicos, visto que 145 pessoas “aceitaram a mensagem bíblica adventista através da leitura deste livro” (SILVA, Lourenço Gonçalez. Assim Diz o Senhor. Niterói: [edição do autor]. 3 ed. 1986, pp. 5, 323-327). Sim, como os evangélicos se empenham em ganhar almas para Jesus, os asd empreendem nos arrancar de nossas denominações, levando-nos à sua suposta verdade que, segundo eles, não pregamos.
IV – O ADVENTISMO É HIPÓCRITA E SOFISMÁTICO
O “pastor” adventista Marcos de Benedicto, queixando-se dos que, segundo ele, preconceituosamente consideram que a sua “igreja” é uma seita, se defendeu dizendo que, como todas as igrejas protestantes, o ASD se firma somente na graça, na fé e nas Escrituras Sagradas – a Bíblia(4). Aqui, porém, podemos detectar dois sofismas: 1) O senhor Marcos de Benedicto faltou com a verdade, pois como já vimos, o ASD não se firma só na Bíblia, pois sustenta que os livros de Ellen White não são menos inspirados do que a Bíblia Sagrada; dizendo o “pastor” Marcos de Benedicto que o ASD se firma nos três pilares do movimento evangélico – só a graça, só a fé, só a Bíblia – faz parecer aos desavisados que os asd crêem que a “igreja” deles é como as demais. Vimos, porém, que o ASD se apresenta como a única igreja verdadeira. Assim se pode ver que Marcos de Benedicto é um autêntico representante de sua “igreja”. Sim, leitor, essa jogada é de praxe no ASD! Cuidado! 1 Pe 5.8
V – O ADVENTISMO PÕE O LIXO SOB O TAPETE
Já vimos que, segundo o ASD, havia uma profetisa chamada Ellen White, de cuja pena saíram livros do mesmo quilate da Bíblia. Porém, dispomos de provas materiais de que essa mulher era uma falsa profetisa. Ela era contraditória. São muitas as contradições, mas por ora, vejamos apenas os dois exemplos abaixo
Afirmação: “Tendes pensamentos que não ousais exprimir de poderdes um dia alcançar as alturas da grandeza intelectual; de poderdes assentar-vos em conselhos deliberados e legislativos cooperando na elaboração de leis para a nação? Nada há de errado nessas aspirações” (Ellen White. Mensagens aos jovens. Santo André: Casa Publicadora Brasileira. 4 ed., 1978, p. 36).
Contradição:“Os filhos de Deus têm de separar-se da política, de toda a aliança com os incrédulos. Não devem ligar seus interesses aos do mundo” (Ellen White. Fundamentos da Educação Cristã. Santo André: CPB. 1975, p. 483). Este exemplo basta para reduzir a frangalhos e cidadela dos asd. Contudo, exibiríamos muito mais, caso dispuséssemos de mais espaço.
VI– O ADVENTISMO PISA NO SANGUE DE JESUS
Ellen White, a papisa do ASD, registrou heresias de perdição, como a que se segue: “… Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados”…(5) (Grifo nosso). Ora, essa declaração faz do diabo, co-redentor dos cristãos, a pesar dos asd dizerem que estamos interpretando mal. Sim, porque se as palavras dizem alguma coisa, foi isso que Ellen White disse. Veja o leitor, que ela afirmou que são os pecados dos verdadeiros penitentes que serão colocados sobre Satanás. Assim fica claro que ela não estava querendo dizer o que muitos asd pensam, a saber, que o diabo vai ter que responder por tudo de errado que ele fez, inclusive por nos haver induzido ao pecado. Não! Não pode ser isso, porque, nesse caso, os pecados de todos e não somente os dos verdadeiros penitentes seriam lançados sobre ele. Claro, um sofismático tem que responder diante de Deus por todas as pessoas que ele conseguiu ludibriar, mesmo que tais pessoas tenham mais tarde se livrado de suas trapaças.
O que levou os adventistas à errônea conclusão acima, é o fato de eles interpretarem erradamente Lv 16.15-28, que fala de dois bodes que, segundo a lei de Moisés, eram apresentados ao Senhor para expiação do pecado. O primeiro bode era sacrificado; mas o segundo, levado ao deserto e abandonado à sua própria sorte. Ambos tipificavam a Cristo, cujo sangue vertido na cruz nos purifica de nossos pecados. Pode-se ver isso claramente no fato de que está escrito que ambos os bodes eram para expiação. E, como sabemos, só Cristo expia pecado. A menos que Jesus não seja o único Salvador, esses bodes retratam a Cristo e Seu sacrifício expiador. Interpretar de outra maneira, equivale a fazer de Satanás, coadjuvante de Cristo na redenção dos pecadores. Sim, se o bode emissário era para expiação de pecado, como a Bíblia o diz, e se ele tipificava o Diabo, como os asd pensam, então podemos afirmar que, segundo o ASD, os nossos pecados serão expiados na pessoa do Diabo. Aliás, isso foi dito com todas as letras por Ellen White, como demonstramos acima, transcrevendo suas palavras. Pensem nisso os sinceros e saiam dessa arapuca de Satã!
Conclusão
Considerando que o ASD: 1) Não tem a Bíblia como única regra de fé e prática; 2) tem um Jesus diferente do da Bíblia; 3) subestima a eficácia do sangue de Jesus; 4) esconde o lixo debaixo do tapete; 5) é ambígüo, etc., que tal mantermos distância? “Destes afasta-te” (2 Tm 3.5), bradou o apóstolo paulo com intrepidez! Você que está fora disso, não entre nessa barafunda; e você que está dentro desse labirinto, saia às pressas! “sai dela, povo meu” (Ap 18.4).
Pr. Joel Santana.
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CAPÍTULO 1__A MAÇONARIA É UMA RELIGIÃO?
A Maçonaria é uma religião, ou uma entidade filantrópica? Muitos dos que advogam o ingresso de cristãos na Mçonaria, o fazem à base da falsa premissa de que a Maçonaria não é uma religião falsa, tampouco verdadeira, mas tão-somente uma associação beneficente, constituída por homens de bem. Porém, dispomos de provas cabais de que a Maçonaria é uma religião. Ei-las:
1. 1. Que dizem os mestres da Maçonaria?
a) “A Maçonaria… é uma religião…” (Estudos Sobre a Maçonaria Americana, página 25, de A. Preuss). [1]
b) “A maçonaria é a religião universal…” ( Antiga Maçonaria Mística Oriental, página 67).1]
c) “A reunião de uma Loja Maçônica é estritamente religioso”.1
d) “Toda loja maçônica é um templo religioso e seus ensinos são instruções religiosas.” (Albert Pike, considerado expoente da Maçonaria pelos maçons de todo o mundo). 2
e) O ex-maçom do 32º Grau, William Schnoebelen, nos informa que há obras oficiais da Maçonaria, endereçadas não ao público em geral, mas exclusivamente aos maçons, as quais devem ser devolvidas em caso de morte ou afastamento, que asseveram que esta é, de fato, uma religião. 3
Se somos inquiridores sinceros, certamente não abrigamos dúvida alguma de que não são poucos os líderes maçônicos que aquiescem que a Maçonaria é uma religião.
1. 2. Que dizem os dicionários?
Das muitas definições que o dicionarista Aurélio dá à palavra “religião”, destacamos as seguintes: 1ª) “Crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais, considerada (s) como criadora (s) do Universo, e que como tal deve (m) ser adorada (s) e obedecida (s).” 2ª) “A manifestação de tal crença por meio de doutrina e ritual próprios, que envolvem, em geral, preceitos éticos”.
Ora, a Maçonaria se ajusta perfeitamente às definições de religião, constantes do Novo Dicionário Aurélio, acima transcritas. Quem nunca ouviu falar do famoso GADU – Grande Arquiteto do Universo -, que não sai da boca dos maçons? É de domínio público que a Maçonaria não aceita ateu na “Sublime Ordem”.
A segunda definição de “religião” supracitada, nos fala de “doutrina e ritual próprios.” E porventura, a Maçonaria não tem lá o seu corpo de doutrinas, bem como o seu próprio ritual? Dispomos de provas concretas de que as coisas são assim, como abaixo demonstramos:
1. 2. 1. Fé
Ao candidato a maçom, como ritual de iniciação é-lhe formulada a seguinte pergunta: “Em quem depositais a vossa confiança?” E, se a resposta não for: “Em Deus” ,4 não lhe será permitido prosseguir com o ritual de iniciação. Sobre este assunto pronunciou Henry Wilson Coil, um dos grandes instrutores maçônicos: “A franco-maçonaria certamente requer a crença na existência de … um Ser Supremo…” 5
1. 2. 2. Sobre a alma humana
“A franco-maçonaria tem um serviço religioso para…entregar o corpo de um irmão falecido ao pó de onde veio e para apressar o retorno do espírito…à Grande Fonte de Luz…”(Henry Wilson Coil). 6
1. 2. 3. Plano de salvação
A Maçonaria ensina que o “Olho-que-Tudo-Vê” isto é, Deus (?), irá recompensar-nos conforme as nossas obras. Sim, a Maçonaria diz que a “pureza de vida e conduta… é essencialmente necessária para ser admitido na Loja Celestial, onde o Supremo Arquiteto do Universo preside.” 7
1. 2. 4. Padrão moral
O item 1.2.3, além de provar que a Maçonaria tem o seu plano de salvação, exibe com naturalidade que ela ensina preceitos éticos, que devem nortear os seus adeptos, já que fala de “pureza de vida e conduta”, como condição sine qua non à admissão na Loja Celestial, a saber, o Paraíso, no jargão maçônico.
1. 2. 5. Adoração
No livro maçônico Morals and Dogma…, do famoso maçom Albert Pike, página 718, reza: “…a maçonaria é uma forma de adoração”. (Citado em Maçonaria do Outro Lado da Luz, página 36).
1. 2. 6. Templo
Uma evidência a mais de que a Maçonaria é uma religião, é o fato de as Lojas serem chamadas de templo, oficialmente (Enciclopédia Histórica do Mundo Maçônico, de Renato de Alencar, Tomo II, página 6, § 3, Editora Maçônica, 1970).
1. 3. Que dizem os maçons aos de fora?
Quando John Ankerberg e John Weldon empreenderam elaborar um tratado de refutação à Maçonaria, contataram muitos maçons, tanto por cartas quanto pessoalmente. Desses contatos eles extraíram a seguinte conclusão: “A maioria dos maçons é inflexível em declarar que a maçonaria não é uma religião.” E, para consubstanciarem esta declaração, os maçons consultados disseram a seus consulentes, que a Maçonaria não preenche os quesitos que uma instituição precisa preencher para caracterizar-se como religião. E ousaram dar os seguintes exemplos: 1) A Maçonaria não oferece um sistema ou ensinamento de salvação. 2) Não possui credo, profissão de fé, Teologia e ritual de adoração.8 Contudo, essas declarações não nos parecem honestas.
CAPÍTULO 2__QUE RELIGIÃO É ESSA?
Bem, vimos que a Maçonaria é uma religião, pois os fatos comprovam isto e a cúpula dessa instituição o confessa oficialmente. Mas, que tipo de religião é a Maçonaria? É ela uma religião como as outras? É ela a religião mais certa? É ela a única religião verdadeira? A Maçonaria se considera uma religião cristã? Que religião é essa? É o que veremos abaixo.
2. 1. Não é cristã
Quando dizemos que a Maçonaria não é uma religião cristã, não estamos exteriorizando o nosso ponto de vista pessoal, mas sim, repetindo o que já foi dito pela alta liderança maçônica. Albert Mackey, 33º Grau, disse: “A religião da franco-maçonaria não é cristianismo.” 9
2. 2. É a única certa?
O senhor L. U. Santos, um maçom nada atípico, em seu livro intitulado Literatura Maçônica Contemporânea, à página 32 asseverou: “Somente a maçonaria é capaz de redimir a humanidade…” 10 “A maçonaria não propaga nenhum credo, exceto o seu próprio, mais simples e sublime: aquela religião universal ensinada pela natureza e pela razão.” (Maçonaria do Outro Lado da Luz, página 36, citando Morals and Dogma of the Ancient and Accpted Scottish Rite of Freemasonry, Suprem Council of the Thirty- Third Degree, Charleston, 1950, página 213, de Al bert Pik). Esse complexo de superioridade religiosa é tão acentuado na Maçonaria, que até ao mais fiel dos cristãos os maçons ousam tachar de profano, até que ele se renda aos assédios maçônicos, deixando-se conquistar. Que os não maçons são profanos na ótica maçônica, é fato confessado à página 6 da obra intitulada Enciclopédia Histórica do Mundo Maçônico, da Editora Maçônica, tomo II. Nessa obra somos “carinhosamente” chamados de “Amigos profanos.”
Outro termo pejorativo atribuído a nós que não fazemos parte da confraria maçônica é “goteiras”. O Dicionário de Termos Maçônicos, da autoria do Senhor Plínio Barroso de Castro Filho, maçom do 33º Grau, define goteira assim: “Termo utilizado entre os maçons, para dizer que uma pessoa que está entre os irmãos não pertence à maçonaria.” E, como se todo esse desrespeito fosse pouco, o dito dicionário nos informa que entre os maçons, a palavra “impuro” significa “profano rejeitado pelas sindicâncias, quando proposto para ingressar nos mistérios da Maçonaria”. Isto significa que se um fiel servo de Deus rejeitar a indecente proposta de se tornar maçom, alegando para tanto suas convicções cristãs, mas aceitar assistir a um “culto” maçônico, será visto como um “ilustre” visitante, portador de adjetivos que o qualificarão como “uma goteira profana e impura”. Esse “honorífico” título resultar-se-á de: a)não ser maçom; b)estar entre os maçons; c)não ter sido aprovado, devido às suas alegadas convicções religiosas.
Não importa aos maçons se somos ou não discípulos daquele que disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida,” Jo 8:12; visto que, na opinião deles, se não somos maçons, somos impuros, somos cegos, estamos nas trevas e carecemos de uma nova vida. Senão, vejamos: faz parte do ritual de iniciação, que o neófito (ou “iniciando”) seja conduzido a uma sala sinistra, chamada Câmara de Reflexão, cujas paredes são completamente pretas. Esse ambiente macabro é “decorado” com esqueletos, cabeças de defuntos… Então são-lhe (ao iniciando) passadas, entre outras, as seguintes informações: “se perseveras, serás purificado pelos elementos; sairás do abismo das trevas e verás a luz.” E: “Breve passareis para uma vida nova.” Logo após, ele é conduzido à Loja e, em lá chegando, é apresentado ao Guarda do Templo como “um profano em estado de cegueira, que deseja ser iniciado nos Augustos Mistérios da Maçonaria.” 11 (Um ex-maçom do 14º Grau, ex-professor de Teologia deste autor, ratificou estas informações pessoalmente).
Quando um cristão daqueles que sabem em quem têm crido, questiona o assédio maçônico, rejeitando a proposta de conversão à Maçonaria, dizendo ao seu pretendente que ele não é profano, mas santo; que não está nas trevas, mas na luz de Cristo; que está indo para a Casa do Pai; e que por conseguinte, não aspira a suposta “Loja Celestial” dos maçons, ouve evasivas mais ou menos assim: “Não estou dizendo que você precisa tornar-se maçom para ir morar no Céu, o que estou afirmando é que os princípios representados na Maçonaria podem torná-lo melhor.” Mas, a esse argumento podemos contrapor: Será que a Maçonaria é melhor do que Cristo? Será que o Cristianismo é incompleto? Será que a Maçonaria é superior ao Cristianismo? Será que o apóstolo João equivocou-se, quando afirmou que os cristãos não têm o que aprender (em termos espirituais, é claro) com os incrédulos? (1 Jo 2:27). Será que a Maçonaria tem algo a acrescentar à vida de quem já conhece a Jesus? Certamente a Maçonaria teria muito a dar-nos, se ela fosse apenas um clube ou meramente uma entidade filantrópica. Todavia, já estamos cientes de que ela é uma religião; estando, conseqüentemente, os que querem abraçá-la sem abrir mão da fé cristã, tentando servir a dois senhores simultaneamente.
À luz das considerações supra, julgamos óbvia a conclusão de que a cúpula maçônica desdenha todas as religiões, inclusive o Cristianismo, não dando aos cristãos o respeito que lhes é devido. Ademais, apresenta o seu instituto religioso como não apenas a religião mais certa, mas, pior ainda: a única verdadeira, à qual até os cristãos devem se unir para deixarem de ser cegos, profanos, impuros… e receberem uma nova vida.
2. 3. É pagã
Há vários indícios de paganismo na Maçonaria, mas por agora consideramos apenas os dois exemplos abaixo
2. 3. 1. Adultera o nome de Deus
A maçonaria ensina que o verdadeiro nome de Deus se perdeu, e que ela o recuperou; e acrescenta que o Seu nome é Jabulom.12 Este nome composto resulta da junção de Jeová (primeira sílaba), Baal (segunda sílaba) e Osíris (terceira sílaba). Respectivamente são: O Deus da Bíblia; um dos deuses dos cananeus; e um dos deuses dos egípcios. As variantes ocorrem por efeito de semântica. Por exemplo, Já, ou Jah (a primeira sílaba de Jabulom) é o mesmo que Jeová ou Iavé, escrito abreviadamente em hebraico. Essa junção do nome do Deus bíblico, aos nomes dos deuses pagãos, é sacrilégio. Logo, profanos não somos nós, e sim, os maçons. Com que objetivo a cúpula maçônica deu esse sacrílego nome a Deus? Pretendem ridicularizá-lo, igualando-o aos ídulos do paganismo? Certamente que sim, mas os maçons diriam que o fazem para não se posicionarem em defesa de uma crença, visto que a Maçonaria não seria uma religião, e sim, uma agremiação de homens de bem oriundos das mais diversas crenças, donde a importância de sua neutralidade religiosa como instituição. Porém, a Maçonaria seria muito mais neutra se (ao invés de dar a Deus um nome que, com naturalidade, expõe quão genérico é o deus maçónico), omitisse a palavra “Deus” de seu estatuto.
2. 3. 2. Os maçons têm um “santo” protetor?
O Pastor Raimundo F. de Oliveira fez constar em seu livro Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos, que o “pastor” presbiteriano Jorge Buarque Lira, maçom convicto, em seu livro intitulado A Maçonaria e o Cristianismo, Editora Aurora, página 128, nos informa que a Maçonaria adotou um “santo” protetor chamado São João Esmoler ou São João de Jerusalém. 13 Ora, se isso não é paganismo, então não há idolatria na “Igreja” Católica. Aliás, esse santo extrabíblico foi canonizado por Roma.
2. 4. Engana os maçons
Como já vimos, oficialmente a Maçonaria assume que é uma instituição religiosa; mas, oficiosamente, nem sempre é assim. “A maioria dos maçons é inflexível em declarar que a maçonaria não é uma religião…”14 “A maçonaria professa ser religiosa sem ser uma religião” ( Maçonaria do Outro Lado da Luz, página 31). Estas declarações, da autoria de peritos na arte de desmascarar a Maçonaria, nos alerta para a realidade de que a hipocrisia impera na Maçonaria. Detectamos duas exibições de hipocrisia nessas declarações. A primeira consiste no fato de que, se oficialmente, a Maçonaria assume que é uma religião, por que, oficiosamente, a maioria dos maçons ousa negá-lo? O fazem por ingenuidade, ou por má fé? Na segunda declaração, a ambigüidade salta aos olhos, pois é como se dissessem que a Maçonaria é mas não é.
A Maçonaria diz aos seus candidatos que não os impede de seguirem suas convicções religiosas, desde que não sejam ateus e adorem a Deus. Depois, porém, no 30.º Grau, é dito que o indivíduo jamais será um verdadeiro maçom se não abandonar “para sempre todas as superstições e preconceitos” de sua religião (Os Ensinos Secretos da Maçonaria, Edições Vida Nova, de John Ankerberg e John Weldon, página 140, citando J.Blanchard, Scottish Rite Illustrated, 2: 263-4).
2. 5. É arrogante e leviana
Na introdução a este livro sobre a confraria maçônica, prometemos provar que a Maçonaria é arrogante. Cremos que isso já está documentado em 2. 2, visto termos provado com farta demonstração que a Maçonaria é suficientemente arrogante para se julgar superior ao Cristianismo. Entretanto, queremos registrar aqui mais um exemplo da arrogância que lhe é peculiar, a saber, o juramento que o candidato a maçom tem que proferir, como ritual de iniciação: “…Juro e prometo com a maior solenidade e sinceridade…, prendendo a mim mesmo com uma penalidade nada menor do que ter minha garganta cortada, minha língua partida e o meu corpo enterrado nas areias…, se eu violar esse meu compromisso de Iniciação de Aprendiz. Que Deus me ajude e me guarde inabalável na devida realização do mesmo…” [19] Este juramento, que todo profano tem que fazer para ingressar-se na Maçonaria é, inegavelmente, comprometedor, pois compromete a Maçonaria e o novo maçom. Este, por estar ignorando que só Deus, por ser o único dador da vida, pode tirá-la. Ele está delegando a terceiro o poder de tocar naquilo que não lhe pertence: a sua vida. Além disso, se compromete a guardar tudo quanto lhe for segredado, mesmo que tais confidências tenham que ser denunciadas. E aquela, porque revela com tal exigência, ser uma entidade “beneficente” de meter medo. Por que tão severo juramento, ao arregimentar homens de bem, a fim de que juntos, promovam a caridade? Por que uma simples instituição filantrópica obrigaria os seus novos integrantes a jurarem como se estivessem entrando para o crime organizado? Aqui a Maçonaria entra num beco sem saída: se os maçons disserem que esse juramento é uma simples simulação, e que portanto não significa o que diz, podemos dizer da Maçonaria o seguinte:
• Ela não é séria
Se o juramento ritual de admissão na Maçonaria, não é a expressão da verdade, o que é verdade lá? Se o juramento maçônico não diz o que diz, onde estaria a seriedade nessa instituição? Porventura não é leviandade jurar pró-forma?
• Ela toma o nome de Deus em vão
O juramento que se exige do aspirante a maçom, é feito em nome de Deus: “Que Deus me ajude e me guarde inabalável na devida realização do mesmo.” Como vimos acima, esta é a pronunciação do novel maçom. E, como se não bastasse, nos países cristãos o iniciando jura com sua mão direita sobre a Bíblia, que então é até beijada (Duncan’s Masonic Ritual and Monitor, páginas 34, 35). Ora, como ousam jurar de mentirinha, em nome de Deus e com a mão sobre a Bíblia? Se esse gesto repugnante não é profanar o nome de Deus, o que os maçons entendem por profanação? Será que para os maçons, a única profanação é não ser maçom? Parece-nos que sim. Entretanto concluímos que o temerário juramento que a Maçonaria exige dos seus neófitos, além de ser arrogante e sacrílego, se faz passar por leviandade. É arrogante, pois nenhuma instituição, quer religiosa, quer filantrópica, pode, em hipótese alguma, insinuar tirar a vida dos seus abjuradores. É sacrílego, pois viola o santo nome de Deus, bem como Sua santa Palavra. E será leviandade, se os maçons não fizerem o juramento valer, não executando os que, renegando a Maçonaria, revelarem ao mundo o que os maçons acham que nós, os “profanos”, não podemos saber. De fato, jurar pro forma em nome de Deus, é o cúmulo do absurdo! Sim, é o cúmulo, mas não mais sacrílego do que dizer que Deus é JABULOM.
2. 6. É falólatra?!
Que o esquadro e compasso são símbolos maçônicos, é algo de domínio público. O que a maioria (não só dos “profanos”, mas também dos maçons de graus inferiores) não sabe, é que, segundo denúncias de ex- maçons, tais símbolos estão relacionados com o “falo”, que o Novo Dicionário Aurélio define assim: “Representação do pênis, adorado pelos antigos como símbolo da fecundidade da natureza”. Relembramos que um dos ex-professores de Teologia deste autor é ex-maçom do 14º Grau. Foi ele o primeiro a nos informar isso. Mais tarde essa informação verbal foi ratificada por escrito, quando o irmão William Schnoebelen, ex-maçom do 32º Grau, lançou o seu livro Maçonaria do Outro Lado da Luz. Às páginas 147-148, ele registrou: “…Todos os tipos de significados benignos são atribuídos aos instrumentos de trabalho do maçom nos graus inferiores. Por exemplo, contam-lhe assim o significado do esquadro e do compasso: ‘…o esquadro, para tornar retas as nossas ações; o compasso, para nos circunscrever e manter dentro das obrigações de toda a humanidade, e principalmente com um irmão maçom’ . Contudo, se o candidato tomar tempo para ler alguns dos livros da biblioteca de sua Loja, ele descobrirá alguns significados mais perturbadores. Aqui o esquadro e o compasso estão relacionados com o ‘ponto no interior do círculo.’ O nível mais profundo do simbolismo é revelado por Albert Mackey, 33º grau: ‘o ponto no interior do círculo é um símbolo importante na franco-maçonaria…O símbolo é na verdade uma alusão bela…à antiga adoração do sol, e apresenta-nos pela primeira vez àquela variação dela, conhecida pelos antigos como adoração do falo.’
Em sua enciclopédia definitiva, o mesmo autor escreve: ‘O falo era uma representação esculpida do órgão de geração masculina e diz-se que a sua adoração originou-se no Egito. Nos Mistérios…encontramos a origem remota do ponto no interior do círculo, um antigo símbolo que foi primeiro adotado pelos antigos adoradores do sol…e incorporado no simbolismo da franco-maçonaria.’ ” (grifo nosso).
O vocábulo “falólatra” que serviu de epígrafe deste subtítulo, é neologismo deste autor e destina-se a informar que os maçons (uns conscientes, outros sem o saberem) cultuam o falo.
Está, portanto, mais que nítido o apreço que a maçonaria tem para com a baixaria pagã, que chegava ao cúmulo de prestar adoração (ou culto) ao órgão genital masculino. E se os maçons disserem que estamos interpretando mal, perguntamos: Por que perpetuam então a memória dessas obscenidades? Por que algo tão indecoroso constitui um dos símbolos mais expressivos da maçonaria? Consideremos que a Bíblia não é símbolo universal na maçonaria, visto ser substituída por outras “escrituras sagradas” das religiões não cristãs, nos países onde o Cristianismo não é predominante. Tal, porém, não se dá com o esquadro e o compasso que se fazem presentes em todas as Lojas do mundo. E o mais repugnante é que nos países cristãos, o compasso e o esquadro descansam sobre uma Bíblia aberta! Que sacrilégio!
2. 7. É antipatriota?!
Inegavelmente a Maçonaria tem contribuído para o desenvolvimento de muitos países em derredor do mundo. A França se beneficiou muito da atuação dos maçons. No Brasil, o trabalho sociopolítico dos maçons jamais poderá ser esquecido, sem sermos ingratos para com eles. Contudo, se não dermos à Maçonaria o direito de pintar e bordar, como pagamento pelo bom serviço prestado, temos que aquiescermos à triste realidade de que essa religião pode representar uma ameaça à soberania nacional de qualquer país. Por exemplo, veja estes juramentos: “Manterei todos os segredos de um Companheiro Maçom…sem exceções…” e “…o avisarei de todo o perigo que se aproximar, no limite das minhas possibilidades.” (Duncan’s Masonic Ritual and Monitor, páginas 34-3516 Sobre esses juramentos, William Schnoebelen observou: “Tais juramentos podem interferir com as obrigações do maçom para com sua nação. Já ouvi vários maçons jactanciando-se de que, durante a Segunda Grande Guerra Mundial, os franco-maçons alemães deram tratamento especial aos militares maçons dos Estados Unidos. Para uns poucos, até mesmo escapar era permitido. Em retrospectiva isso foi bom para os norte-americanos, mas aqueles maçons alemães cometeram alta traição.” (Maçonaria do Outro Lado da Luz, páginas 91-92).
Realmente, a menos que os juramentos acima também sejam de mentirinha, ou uma calúnia do irmão “transviado” ( William Schnoebelen), a Maçonaria é caso de polícia.
2. 8. É política e bruxaria num Mesmo Caldeirão
Do que já trouxemos a lume, claro está que a Maçonaria vem do fosso do Inferno. Do sincretismo entre Sindicato, Política e bruxaria nasceu a Maçonaria. William Schnoebelen concluiu: “Esta fusão final da política com a bruxaria criou a franco-maçonaria que conhecemos hoje.” ( Maçonaria do Outro Lado da Luz , página 191).
Dois dos muitos indícios de que a bruxaria é um dos ingredientes que constituem a Maçonaria consiste no fato de que bode e crânio humano são símbolos relevantes na agremiação maçônica. A loja intitulada Casa do Maçom, em seu Catálogo de Ofertas 2001, n.º 2, à primeira página faz constar, entre outros produtos inusitados, um bode em gesso de 19 centímetros de altura e um crânio em resina, ambos ao custo de R$ 54,00 (cerca de $ 25,00 atualmente). Os clientes podem acessar www.casadomacom.com.br E-mail: casadomacom @ itanetrj.com.br
Que o bode é um símbolo da bruxaria, a própria Maçonaria o admite oficialmente. Senão, vejamos: “… De onde provém o bode do Sabbat (festa de bruxas), irmão da Antiga Serpente e Portador de Luz ou Fósfor…” ² Não temos nada contra os cabritos, mas a veneração maçônica aos bodes é, de fato, sintomática.
Bem, o bode prova a presença da bruxaria na Maçonaria. Mas, e o elemento político? Podemos encontrá-lo também na Maçonaria? Sim, podemos. Nem mesmo necessitamos provar isto, considerando que os maçons, muito longe de negarem este fato, ufanam-se do mesmo.
Dissemos na introdução a esta obra sobre a Maçonaria, que essa entidade prestou inegável trabalho sociopolítico ao Brasil. Até mesmo nós, os evangélicos, devemos à Maçonaria. Só para exemplificar, a liberdade de culto tolhida no Brasil durante séculos, bem como a emancipação da Igreja em relação ao Estado, tiveram nos maçons ardorosos defensores, até porque eles também eram vítimas da intolerância da Igreja Católica, que chegou a estabelecer no solo brasileiro a famigerada “Santa Inquisição.” Assim fica provado que ela é política e bruxa. Não nos deixemos, pois, enganar; antes conscientizemo-nos que a “vovozinha” é lobo.
2. 9. É satanista
Pasme o leitor, mas a Maçonaria é satanismo. As provas de que o Diabo está solto na Maçonaria, são muitas; contudo listamos apenas as que se seguem:
2. 9. 1. A respeito de Abadom
O deus maçônico é chamado também de Abadom (Maçonaria do Outro Lado da Luz, página 59, CLC Editora), segundo a cúpula maçônica. A Bíblia, porém, nos diz que Abadom (hebraico) é o mesmo que Apoliom (grego). Este nome significa Destruidor. É, pois, um bom qualificativo para Satanás, que só sabe matar, roubar e destruir; mas não coaduna bem na Pessoa do Deus da Bíblia, que só destrói as obras do Diabo, o que equivale a construir o que este (o Diabo) destruiu. Logo, Deus é Construtor, não Destruidor. Destruidor é só o deus dos maçons. Ainda bem que eles sabem disso.
O nome que a cúpula maçônica dá ao seu deus, não é uma sutil revelação de que a Maçonaria é satanista? Ora, o nome “Abadom” cai como uma luva na pessoa do Diabo. E quando lemos Apocalipse 9:11, fica confirmado que se trata mesmo de Satanás, visto afirmar que o mesmo é o rei dos “gafanhotos” (demônios), bem como o anjo do abismo: “Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.”
Por que a Maçonaria dá a Deus o mesmo nome que a Bíblia dá ao Diabo? É mera coincidência? Não seria o Diabo tentando pagar na mesma moeda, isto é, Deus dizendo-lhe: “Tu és Abadom”; e ele retrucando: “Abadom és tu”? Doutro modo, respondam-nos os maçons: Onde vocês arranjaram isso?
2. 9. 2. A respeito de Jabulom,
Já denunciamos esse ultraje em 2.3.1. Contudo, é oportuno dizer mais uma vez que tão grande engodo só pode ser obra do Bicho. Obviamente a maioria dos maçons diz que Deus é Jabulom sem saber o que está dizendo. Porém, certamente este não era o caso dos autores dessa heresia. Eles naturalmente tinham conhecimento de causa.
2. 9. 3. Paródia da Santa Ceia?!
Referindo-se ao ritual de iniciação ao Grau intitulado Ordem dos Cavaleiros Templários (Rito de York), o ex-maçom William Schnoebelen denunciou: “…O candidato é trazido diante de uma mesa…contendo onze cálices…e um crânio humano…sobre uma Bíblia. (…) Isso pretende ser a Última Ceia…
Pede-se ao candidato para participar de cinco libações (drinques). As três primeiras…são…em memória dos heróis maçônicos… A quarta libação é para a memória de Simão de Cirene, e a quinta é a mais sinistra de todas…esta lhe é oferecida num crânio humano…” (Maçonaria do Outro Lado da Luz, páginas 67 a 69).
Se os maçons aquiescerem quanto à autenticidade da denúncia acima, teremos na mesma mais uma forte pista de satanismo na maçonaria, considerando que beber vinho em crânio de defunto pode ser falta de higiene, falta de respeito aos mortos, satanismo ou qualquer outra coisa, menos uma atitude vinculada de alguma forma ao Cristianismo. Essa macabra paródia da Santa Ceia do Senhor seria uma sátira ao Sacrossanto nome do Nosso Venerável Mestre Jesus, equivalente à Missa Negra dos satanistas.
Satanista não é o mesmo que satânico. A diferença é que o satanista tem consciência de que está adorando ao Diabo. É este o caso da cúpula da maçonaria. Uma atitude satânica, porém, nem sempre é consciente.
Rituais satanistas é o que predomina na Maçonaria. A Maçonaria está cem por cento comprometida com o satanismo. Os rituais têm por objetivo levar os maçons a adorarem o Diabo, ainda que inconscientemente, até que a lavagem cerebral os prepare para serem satanistas assumidos. Veremos isto em 2.9.4, que é o tópico seguinte.
2. 9. 4. Tirando as máscaras
Assim como Jeová, Elohim e outros, Adonay é um dos nomes do Deus da Bíblia. Damos esta informação porque a Maçonaria prega oficialmente que Deus é mau e que o Diabo é bom. Mas ela o faz usando os termos Adonay e Lúcifer. Assim, uma pessoa que não esteja familiarizada com a Bíblia talvez não consiga captar a mensagem.
Temos exibido muitas evidências de que a Maçonaria é satanismo. Agora, porém, queremos demonstrar que dispomos de provas documentais de que as coisas são assim. Sim, que a maçonaria é satanismo, não dispomos de apenas fortes indícios, mas sim, de provas cabais. Senão, vejamos o que disse Albert Pike, expoente maçom:
“A religião maçônica deve ser, por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da doutrina Luciferiana.”
“Caso Lúcifer não fosse Deus…será que Adonay e seus sacerdotes o caluniariam?”
“Sim, Lúcifer é Deus, e infelizmente Adonay também é deus…”
“Desta forma… a religião… pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonay; mas Lúcifer, Deus da Luz e Deus do Bem, está batalhando pela humanidade contra Adonay, o Deus das trevas e do Mal.” 17
Os ex-maçons convertidos ao verdadeiro Evangelho com os quais temos dialogado, são unânimes em afirmar que embora haja na Maçonaria indícios de satanismo desde o primeiro Grau, a cúpula maçônica ousa revelar a essência satanista da Maçonaria, somente aos que galgam os píncaros dessa “religião”. Os de Graus inferiores são considerados indignos de tão grande revelação. Os tais são tapeados de propósito, enquanto sofrem uma lavagem cerebral, através de cursos caríssimos, sem os quais lhes é impossível ascender ao Grau seguinte, quando aprendem coisas “profundas”, como estas:
• O nome de Deus se perdeu
• O nome de Deus é JABULOM
• O nome de Deus é ABADOM
• Deus é G.A.D.U (Grande Arquiteto do Universo)
• (…)
Uma das provas da autenticidade do que foi dito sobre o obscurantismo no qual vivem os maçons que ainda não reunem méritos à “sublime” revelação de que o Deus dos maçons é o Diabo, foi ousadamente exibida pelo ex-maçom William Schnoebelen, em seu livro Maçonaria do Outro Lado da Luz, às páginas 146-147, onde faz constar a seguinte instrução maçônica: “Os Graus da Loja Azul estão apenas no pátio exterior ou pórtico do Templo. Parte dos símbolos são apresentados lá para o iniciando, mas ele é intencionalmente desencaminhado por falsas interpretações. Não se planeja que ele os deva entender, mas planeja-se que ele imagina que os entenda.”
“A maçonaria… encobre seus segredos de todos, exceto dos Adeptos Sábios, ou Eleitos, e usa explicações falsas e interpretações errôneas dos seus símbolos para desencaminhar aqueles que só merecem ser desencaminhados; oculta deles a Verdade, que chama de Luz, e os atrai para longe dela. A verdade não se destina aos que são indignos ou incapazes de recebê-la, ou que poderiam pervertê-la.”
Que verdade é essa que a cúpula maçônica acha que só os “Adeptos Sábios ou Eleitos” podem conhecer? Resposta: é a “sublime” revelação de que o famoso GADU, do qual o maçom ouviu falar com freqüência desde o Primeiro Grau da Loja Azul, é o Diabo, segundo diz o ex-maçom acima identificado, à página 196 do seu livro supracitado, que copia de um livro maçônico o que se segue: “…Não importa qual seja o rito, o Grande Arquiteto do Universo não é o Deus adorado pelo cristãos.”
Se GADU não é o Deus dos cristãos, ou seja, o Deus da Bíblia, quem é ele então? Como o leitor pode observar, a última transcrição acima, está precedida de reticências. O texto omitido nessas reticências diz, parcialmente o seguinte: “… Lúcifer é … o Deus da Luz e da Bondade combatendo a favor da humanidade contra Adonay, o Deus das Trevas e do Mal…”.
Do exposto acima vê-se nitidamente que autoridades maçônicas afirmam sem rodeios que Lúcifer, isto é, Satanás, é quem é o GADU que eles adoram. Logo, quando dizemos que a Maçonaria é satanista, não estamos exteriorizando nosso ponto de vista pessoal. Não!!! Quem o diz são os integrantes da cúpula maçônica. Nós tão-somente não duvidamos deles.
Certa irmã em Cristo, ao exibir estes dados a um maçom, ouviu a seguinte evasiva: “no princípio realmente houve na Maçonaria um emvolvimento com a satanismo, mas a Ordem passou por uma reforma. Hoje não temos mais nada a ver como Diabo”. Ora, isso só será verdade quando removerem as sujeiras que os satanistas deixaram. Mas como já notamos, essa instituição pagã está cheia de heresias e profanações ao santo nome de Deus, o que prova que o dedo de satã ainda está lá. Saiamos, pois, dela!
CAPÍTULO 3__OS SÍMBOLOS MAÇÔNICOS
Os membros da Maçonaria se dão a conhecer entre si por meio de sinais secretos. São muitos os tais sinais esotéricos e todos eles são dignos de estudo, mas por enquanto queremos informar apenas que os mesmos permitem que os maçons se identifiquem sem que os “profanos” dêem conta disso. Essa identificação é importantíssima aos maçons, já que eles têm o compromisso de se ajudarem mutuamente em tudo. Segundo William Schnoebelen, muitas injustiças são praticadas nos tribunais, em todo o mundo, por juizes e advogados injustos que tudo fazem para defender seus irmãos maçons. Ainda segundo o irmão William, corremos também o risco de perdermos um bom emprego, visto que se concorrermos a uma vaga numa empresa com um maçom, este será preferido, e nós, os profanos, preteridos, se o chefe do setor de recrutamento for maçom. Segundo ele, o candidato ao Grau do Real Arco assume durante o ritual de promoção “empregar um Companheiro Maçom… em preferência a quaisquer outras pessoas de iguais qualificações.” ² (Maçonaria do Outro Lado da Luz, páginas 91-92 ).E: “…se um maçom aparece na corte contra um não-maçom, tudo o que tem a fazer é uma certa quantidade de gestos obscuros ou palavras ao juiz , e o juiz será obrigado a decretar em seu favor. Ninguém no salão da corte entenderá (exceto outro maçom, que seria proibido de trazer o incidente a lume).” 21
Estas demonstrações de falta de eqüidade justificam os sinais secretos da Maçonaria, bem como o severo juramento que o aspirante a maçom faz de nunca contar o que viu e ouviu, sob pena de ser executado pelos “seus amigos de fé e irmãos camaradas” que consigo congregam na “associação de homens de bem,” isto é, na “Instituição Filosófica, Religiosa, Científica e Filantrópica,” que é a Maçonaria?
Será que os maçons precisam jurar não contar o que virem e ouvirem, porque a Maçonaria tem o que esconder?
CAPÍTULO 4__PODE O CRISTÃO SER MAÇOM?
Referindo-se aos membros da Maçonaria que se dizem evangélicos, o Pastor Antonio Gilberto assim se expressou: “Melhor seria chamá-los desviados.” ( Lições Biblicas, CPAD_ Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 4º Trimestre de 1992, página30)
O Pastor David Gomes, em seu livro Perguntas Que a Bíblia Responde, editado pela EBAR – Escola Bíblica do Ar, 3ª edição de 1978, à página 46 observou: “… Teríamos de concordar… que a um … crente em Jesus, não haveria possibilidade de se pedir luz, pois o crente vive na luz de Deus e é a luz do mundo…” O Pastor David Gomes assim se expressou porque a Maçonaria anda por aí oferecendo “luz” a todos, inclusive aos cristãos como já vimos em 2.2.
O famosíssimo evangelista Dwight L. Mood, disse: “Abandonai a Maçonaria.” (Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos, de Raimundo F. de Oliveira, CPAD_9ª Edição de 1994, página 222)
Muitos cristãos verdadeiros, inclusive grandes apologistas da fé cristã, embora sejam contrários à Maçonaria e tudo façam para livrar a todos dessa arapuca de Satanás, declaram entretanto que crêem na possibilidade de um cristão sincero, porém mal informado, tornar-se adepto da Maçonaria por ignorância. Respeitamos os que assim pensam, mas informamos que não comungamos da mesma idéia. Preferimos crer que só a total cegueira espiritual, própria daqueles que por não terem nascido de novo, carecem de uma experiência com Deus, impossibilitaria alguém de enxergar o rabo do Diabo, cem por cento exposto em todos os Graus da Maçonaria.
Dentre as muitas razões que nos levam a julgar a Maçonaria incompatível com a genuína fé bíblica, destacamos as abaixo listadas:
• Quem tem o Deus da Bíblia, não precisa do genérico deus GADU dos maçons.
• Quem tem a Luz de Cristo, não necessita da “luz” da Maçonaria.
• Quem é membro da Igreja de Cristo, não precisa de quaisquer sociedades esotéricas.
• Quem tem morada preparada na Casa do Pai, não necessita da suposta “Loja Celestial”, que GADU prometeu aos maçons.
• Quem tem Adonay não precisa de Lúcifer.
• Quem é devoto de São Jesus Cristo, não tem tempo a perder com “São João Esmoler”.
• Quem se instrui com o Espírito Santo, não tem nada a aprender com os discípulos de Jabulom.
• Quem está sendo edificado sobre a Rocha Eterna que é Jesus, quer distância do Abadom da Maçonaria.
• Quem tem o Cordeiro (Jesus) rejeita o “bode”.
• Quem está envolvido com a Obra Missionária de evangelização do mundo, investe em Missões, não no reino das trevas. Sim, não dispomos de tempo e dinheiro para promover a profanação do nome de Deus. Não estamos a serviço de Abadom. “Vai -te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.
As razões que acima apresentamos objetivando provar que um cristão não pode se tornar maçom, apoiam-se no fato de que não é de bom alvitre um cristão seguir a duas religiões ao mesmo tempo. Os que o fazem são extremamente dúbios. Eles “chupam cana e assobiam” a um só tempo. E é claro que eles não conseguem conciliar isso harmoniosamente, já que os “crentes” maçons são membros de igrejas diametralmente opostas à Maçonaria, pois cremos na singular Divindade de Jesus, provamos e vimos que Adonay é bom, reconhecemos que só a Bíblia é a Palavra de Deus etc. Ser evangélico e, simultaneamente, integrante de outra religião, é potencialmente impossível, mas tal impossibilidade é reforçada, quando essa religião é satanista.
Certo irmão em Cristo nos confidenciou que perguntou ao seu “pastor” o seguinte: “Pastor, se o senhor tivesse que escolher entre a Maçonaria e a Igreja, qual seria a sua opção?” “Amo muito a Igreja, mas a Maçonaria eu não deixo não,” foi a resposta que o lobo deu.
Respondemos negativamente à pergunta que serviu de epígrafe desta 4ª e última lição sobre a Maçonaria. Além disso sujerimos que as ovelhas de Jesus fujam dos mercenários que se fazem passar por Pastores, os quais querem servir a Jeová e a Jabulom ao mesmo tempo.
CONCLUSÃO
Aos que ousam questionar a Maçonaria, William Schnoebelen avisa: “…Eu seria menos que honesto se não mencionasse que a ira da Loja pode ser enorme e assustadora. Carreiras foram arruinadas, reputações destruídas e até mesmo lares ou empresas queimados até o chão por maçons irados porque seu “brinquedo” foi criticado. Ocorrem até ameaças de morte.” ( Maçonaria do Outro Lado da Luz, página, 243 ).
Doravante, caro irmão em Cristo, faça-nos, por favor, mais do que nunca, alvo de suas orações.
NOTAS
1 – OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos, CPAD – Casa Publicadora das Assembléias de Deus -, 9ª edição, 1.994, página 215.
2 – Schnoebelen, William. Maçonaria do Outro Lado da Luz, CLC Editora, 2ª edição, página 36.
3 – Ibidem, páginas 35-36.
4 – Ibidem, página 32.
5 – Ibidem, página 33.
6 – Ibidem.
7 – Masonic Ritual and Monitor (Ritual e Monitor Maçônico, 58:50; 69:88. Citado em Os Fatos Sobre a Maçonaria, de John Ankerberg e John Weldon, 2ª edição de 1.999, página 2.
8 – Os fatos sobre a Maçonaria, citado com maiores detalhes na nota de número 7, páginas 13, 14, 19.
9 – Maçonaria do Outro Lado da Luz (ver nota de n.º 2), página 36, citando Albert Mackey, em Mackey’s Revised Enciclopédia of Freemasonry, Macoy Publishing, Richmond, VA; 1.966, página 618.
10 – Citado em Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos (ver nota de n.º 1), página 215.
11– Um dos ex-professores de Teologia deste autor, é ex-maçom do 14º Grau. Foi dele que colhemos as informações aqui exaradas. Estas informações coincidem com as que constam do livro Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos (ver nota de n.º 1), páginas 212-213.
12 – Os Fatos Sobre a Maçonaria (ver nota de n.º 7), página 51. Maçonaria do Outro Lado da Luz (ver nota de n.º 2), páginas 56-57.
13– Referido em Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos (ver nota de n.º 1) páginas 218-219.
14 – Os Fatos Sobre a Maçonaria (ver nota de n.º 7), página 19.
15 – Maçonaria do Outro Lado da Luz (ver nota de n.º 2), páginas 89-90.
16 – Maçonaria do Outro Lado da Luz (ver nota de n.º 2), página 91.
17– Maçonaria do Outro Lado da Luz (ver nota de n.º 2), página 61, citando The Lost Keys of Freemasonry, página 48, Macoy Publishing, Richmond, VA, 1.976, página 65.
18 – Lições Bíblicas, CPAD, 4º trimestre de 1.992, página 30.
19 – OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e Heresias, Um Sinal dos Tempos (ver nota de nº1), página 222.
20 – Duncan’s Masonic Ritual and Monitor, de M. C. Duncan, David Mckay Company, Inc; New York, s.d., página 230.
21 – Maçonaria do Outro Lado da Luz (ver nota de n.º 2), página 92.
BIBLIOGRAFIA
1. Bíblia – várias versões.
2. LIMA, Elizeu Dourado de. Andando Com o Inimig. E Myrian Cassou Terra Recco., Descoberta Editora Ltda. 1ª edição – junho de 2.000.
3. HORRELL, J. Scott. Maçonaria e Fé Cristã, Editora Mundo Cristão, 2ª edição, 1.996.
4. LIRA, Jorge Buarque. As Vigas Mestras da Maçonaria (síntese) – de 1.965 (edição particular).
5. ALENCAR, Renato de. Enciclopédia Histórica do Mundo Maçônico – Editora Maçônica, Tomo I – 1.968.
6. Ibidem, Tomo II, 1.970.
7. SHAW, Jim e Tom McKenney. O Engano Fatal, Missão Horizonte, 1.998.
8. CASALS, Pedro Henrique Lopes. O Segredo Maçônico, Editora Mandarino Ltda.
9. CASTRO FILHO, Plínio Barroso de. Dicionários de Termos Maçônicos. O autor é membro da Loja Defensores da Verdade – 104– Curitiba–Paraná- filiada à Grande Loja do Paraná.
10. OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e Heresias, um Sinal dos Tempos – CPAD – Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 9ª edição de 1.994.
11. ANKERBERG, John; e WELDON John. Os Fatos Sobre a Maçonaria – Chamada da Meia-noite, 2ª edição, 1.999.
12. CABRAL, J. Religiões, Seitas e Heresias – Universal Produções, 4ª edição, 3ª tiragem – 2.000.
13. Cristão Maçom. Panfleto do CPR – Centro de Pesquisas Religiosas – Teresópolis – RJ.
14. O Que os Pastores Devem Fazer Diante da Maçonaria. Panfleto do CPR – Centro de Pesquisas Religiosas – Teresópolis – RJ.
15. Quem disse que cristão não pode ser maçom? Panfleto do CPR – Centro de Pesquisas Religiosas – Teresópolis – RJ.
16. Defesa da Fé (periódico [revista] do ICP – Instituto Cristão de Pesquisas), ano 2, n.º 6, maio/junho de 1.998, páginas 12-25.
17. Lições Bíblicas. Revista trimestral, editada pela CPAD – Casa Publicadora das Assembléias de Deus (vários exemplares).
18. SCHNOEBELEN, William. Maçonaria do Outro Lado da Luz – CLC Editora – 2ª edição, 1.995.
19. GOMES, David. Perguntas Que a Bíblia Responde, EBAR – Escola Bíblica do Ar – 3ª edição, 1.978.
20. ANKERBERG e WELDON, John.Os Ensinos Secretos da Maçonaria, Edições Vida Nova, reimpressão de 2000.
21. LEADBEATEr,C. W. 33º. La Vida Oculta en La Masoneria, Editorial Kier, Buenos Aires_ Argentina.
Quebrando o Código Da Vinci. (estudo)
Publicado: abril 19, 2012 em Sem categoriaCódigo 1
Quem foi Maria Madalena?
Começaremos com a mulher-chave de nosso estudo, Maria de Magdala.
Em O Código Da Vinci, ela é esposa de Jesus e mãe de seus filhos, e esse é o
segredo que a Igreja quer esconder para preservar a divindade de Jesus. No
romance, ela também está diretamente relacionada ao Santo Graal, cuja
associação surge por meio da idéia do Sangue Sagrado e sua linhagem Cp. 267).
o Sangreal. O jogo de palavras com o termo Sang Real nos leva a uma conexão
com o Santo Graal. A hipótese é a de que a história do Santo Graal realmente
indica que a linhagem sagrada de Jesus e Maria Madalena foi para a Gália. A
idéia é claramente exposta em O Santo Graal e a Linhagem Sagrada como uma
hipótese. Na verdade, a ligação entre Maria e o Santo Graal é um acréscimo do
século XX à lenda do Santo Graal. Além disso, o jogo de palavras em que se
baseia vem do período medieval e não faz parte do significado original do termo.
Em O Código Da Vinci, é dito que Maria está no afresco de Leonardo Da
Vinci, A Última Ceia. A prova é a forma em V à esquerda de Jesus, visível ao olhar
para a pintura (p. 261). Este é o símbolo do feminino, e a figura de aparências
femininas à esquerda do V é Maria Madalena (a página 255 do romance fala sobre
este V; veja a pintura do afresco na capa deste livro). Leonardo conhecia esse
segredo genealógico e deixou uma pista dele em sua pintura. É desse detalhe que
o romanc e empresta seu título, O Código Da Vinci. Todas essas idéias aparecem
na metade do livro (p. 259-262). Por isso tudo. Maria é logicamente a personagem
pela qual devemos iniciar nosso estudo. Quem era ela? Que relação teve com
Jesus?
Maria Madalena sempre esteve cercada por uma atmosfera mística. Nos
anos 60 foi sempre figura-chave em musicais sobre a vida de Jesus. O interesse
por ela não diminuiu e reflete a curiosidade que ela despertou desde o início. Parte
da razão desse interesse é o fato de que existem poucos registros sobre ela.
Outro fator sobre histórias como as de Maria é que quando há pouca informação,
há o desejo de completar a história. Provar ou desmentir o que se diz a respeito
dela é algo muito difícil. Iremos passo a passo. Vamos tratar agora apenas da
relação familiar de Maria Madalena com Jesus, a questão central das alegações
do romance. Em outro capítulo, mais adiante, voltaremos a Maria e a explorar o
que seu símbolo se tornou para nossa cultura.
Maria no Novo Testamento
Maria é um nome que aparece sete vezes no Novo Testamento, e, na
maioria das vezes, esse nome vem seguido de um aposto: (1) Maria, mãe de
Jesus (Lucas 1:30-31); (2) Maria de Betânia (João 11:1); (3) Maria, mãe de Tiago,
que não era irmão do Senhor (Mat. 27:56); (4) Maria, esposa de Clopas (João
19:25); (5) Maria, mãe de João Marcos (Atos 12:12); (6) outra Maria não
identificada (Rom. 16:6); e (7) Maria Madalena, distinta por referência a seu nome,
Magdala (Lucas 8:2). Tais descrições nos ajudam a classificar as pessoas nesta
lista. Não existem rodeios para mencionar a condição familiar como forma de
descrição. Normalmente, a ligação com um homem é o fator de distinção, como
com a mãe de Jesus, a mãe de Tiago, a mãe de João Marcos e principalmente a
esposa de Clopas. Tais ligações refletem a cultura patriarcal do século I, que era
culturalmente centrada no homem. Esta denominação freqüente das mulheres
ligada ao homem é um ponto importante quando nos perguntamos se Jesus foi
casado.
O nome Maria é, na verdade, uma forma moderna para o nome judeu
Miriam. Era um nome extremamente popular para as mulheres na Antigüidade, o
que contribuiu para a confusão de pessoas. Maria Madalena não está associada a
nenhum homem, ainda que devesse estar se houvesse uma tal relação a ser
apontada. Em vez disso, Magdala, a cidade em que viveu é o que a identifica.
Assim, Maria Madalena significa Maria de Magdala. Magdala hoje é
provavelmente a cidade de Migdal, próxima ao Mar da Galiléia, em Israel. O
principal ministério de Jesus aconteceu na região do Mar da Galiléia.
As passagens bíblicas que falam de Maria de Magdala aparecem em quatro
situações diferentes.
Primeira, ela era uma discípula que recebeu um exorcismo de Jesus e fazia
parte do grupo de mulheres que viajava e dava suporte a ele e a seus discípulos
(Lucas 8:1-3). Muitas mulheres viajando juntas não era tão incomum. Incomum
seria se Maria Madalena estivesse viajando com o grupo de discípulos sozinha.
Segunda, ela estava presente à crucificação como uma testemunha que,
sem dúvida, se compadecia do destino de Jesus (Mat. 27:55-56 com a mãe de
Tiago e José e a mãe dos filhos de Zebedeu; Marcos 15:40-41; João 19:25). Em
todas as referências sobre sua presença no ato da crucificação, ela não aparece
sozinha. Era parte de um grupo de mulheres. Mateus descreveu as mulheres
como aquelas que seguiram Jesus desde a Galiléia, pregando junto com ele.
Marcos as identificou como pessoas que seguiram Jesus na Galiléia e pregaram
junto a ele. A descrição de João é semelhante. Maria não aparece isolada, mas
como parte de um grupo de mulheres, e muitas delas, presentes à crucificação,
estavam ligadas a personagens masculinos conhecidos. Se houvesse alguma
relação entre Maria e Jesus, haveria oportunidades suficientes para que isso
ficasse claro nos textos antigos.
Terceira, alguns textos citam Maria Madalena no local da crucificação, no
momento ou após Jesus ter sido deitado (Mat. 27:67 com a outra Maria; Marcos
15:40 com Maria, a mãe de Tiago, o jovem, e de José e Salomé, junto de outras
mulheres). Em outras palavras, as mulheres denominadas eram importantes entre
aquelas citadas. Mais uma vez, Maria não foi mencionada em particular.
Quarta, todos os outros textos bíblicos sobre Maria Madalena a retratam
como uma testemunha da ressurreição de Jesus. Segundo Mateus 28:1, ela voltou
ao túmulo junto com a outra Maria para consagrar o corpo que ambas acreditavam
ainda estar ali no terceiro dia após a crucificação. Marcos 16:1 se assemelha à
lista que inclui Maria, mãe de Tiago e Salomé. Nas traduções para o inglês que se
referem a Marcos 16:9, ela é citada como aquela a quem Jesus apareceu e que
recebeu um exorcismo, combinado com o que os relatos da ressurreição e Lucas
8 nos contam. (Há uma discussão acadêmica sobre se Marcos 16:9-20 é parte
original do Evangelho de Marcos, mas essa questão não deve nos tomar atenção,
pois nada é acrescentado ao que nos dizem os textos tidos como autênticos.)
Lucas 24:10 denomina Maria como membro de uma comitiva – Joana (Lucas 8:2-
3) e a mãe de Tiago e um número não determinado de outras mulheres – que
anunciou a ressurreição de Jesus aos apóstolos e aos outros. Naquele momento,
ninguém acreditou no que ela dizia. Os relatos bíblicos são impressionantemente
honestos ao admitir que os discípulos não anteviram a ressurreição de Jesus.
De longe, o relato mais importante é a aparição de Jesus a Maria em João
20:11-18; esta é a única passagem no Novo Testamento em que Jesus e Maria
Madalena estiveram juntos sozinhos. Ela se agarrou a ele, e Jesus pediu que ela o
largasse. Tal comportamento era incomum na cultura judaica e seria visto com
estranheza em circunstâncias normais, porque demonstrações públicas de afeto
entre pessoas não relacionadas não eram culturalmente aceitáveis, exceto em
casos como o beijo sagrado (Rom. 16:16). A emoção do momento fez com que
Maria agarrasse Jesus com alegria e surpresa. Não existe nenhuma conotação
sexual no que aconteceu, como alguns sugerem. Ela simplesmente reagiu com
espontaneidade, recebendo com um abraço e surpresa a nova existência de
Jesus.
Tal reação é compreensível se pensarmos que ela acreditava que Jesus
estivesse morto e que já havia se despedido para sempre do mestre que mudara
sua vida.
Ela sai de cena, a testemunha da ressurreição de Jesus (João 20:18).
Levou a mensagem da ressurreição que Jesus ressurreto pediu que espalhasse.
Era um apóstolo, não nos termos que designam os 12 a quem Jesus escolheu
para ensinar os discípulos, mas no sentido vulgar de “enviado, mensageiro”.
Devemos voltar a este papel apostólico em um capítulo mais adiante. É o ponto
mais importante sobre Maria que os Evangelhos nos contam.
Esta é a totalidade das referências a Maria Madalena no Novo Testamento:
11 passagens no total (12, se contarmos Marcos 16:9) – Ela era um discípulo e
viajante que acompanhava Jesus junto a um grupo de mulheres. Jamais foi
relacionada a Jesus de outra forma. Embora outras mulheres do grupo estivessem
ligadas a homens como familiares, Maria não estava relacionada a ninguém. Foi
uma testemunha da crucificação, do enterro e da ressurreição. Apenas isso.
Maria Madalena em textos-chave fora da Bíblia – Os Padres da igreja
As primeiras referências da Igreja sobre Maria Madalena, exceto as de
materiais gnósticos e afins que trataremos em outro capítulo, seguem este mesmo
padrão. Ela era um discípulo fervoroso, seguidora de Jesus, que testemunhou a
sua morte, enterro e ressurreição.
Há um texto interessante de Hipólito, um Padre da Igreja no século III. (Um
Padre da Igreja significa um alto líder da Igreja durante seus primeiros séculos.) A
história começa com o reconhecimento entre os primeiros cristãos de Maria como
“apóstolo dos apóstolos” (Ann Graham Brock, Mary Magdalene, The First Apostle,
p. 1). Alguns acreditam que o termo se refira à aceitação de um alto posto de
Maria na Igreja (Brock, p. 161, n. 2), mas um olhar mais atento revela que o texto
não está se referindo a nenhum posto, e o título nem mesmo aparece no singular.
Na verdade, a expressão singular aparece em uma situação não muito clara
durante a Idade Média, por volta do século X. A questão sobre o posto é uma
dedução do fato de Maria estar entre as primeiras pessoas a ver Jesus. A
observação de Hipólito aparece em seus comentários sobre o livro do Novo
Testamento, Cântico dos Cânticos (Cântico de Salomão), que diz: “Para que as
mulheres apóstolos não duvidassem dos anjos, Cristo apareceu para elas para
que fossem os apóstolos de Cristo e por meio de sua obediência corrigir o pecado
de Eva… Cristo apareceu para os apóstolos (homens) e disse a eles:… “Sou eu
quem apareceu para estas mulheres e sou eu quem quis enviá-las a vocês como
apóstolos”.
Isso nos remete ao papel de testemunha de todas as mulheres que viram o
túmulo vazio, ainda que a passagem de Hipólito dê atenção maior a Maria e
Marta. Este texto que aparece em uma passagem que interpreta o Cântico dos
Cânticos nos dá maiores detalhes. As mulheres que testemunharam o
renascimento de Jesus estão associadas à idéia de que a Igreja como um todo é a
noiva de Cristo (Efe. 5:22-23). (O Cântico dos Cânticos era lido nos primórdios da
Igreja como sendo sobre o casamento espiritual de Jesus e sua Igreja.) Essas
mulheres representam a Igreja como um todo, mas nos comentários de Hipólito
representam a Igreja como grupo. Portanto, Hipólito nos diz que mulheres como
Maria Madalena funcionaram como testemunhas, aprovadas por Jesus, da
ressurreição. Voltaremos a este texto no Código 6.
Em outros materiais dos Padres, não há mais nada relevante sobre Maria.
Tais textos a descrevem da mesma forma que os Evangelhos bíblicos.
Um texto gnóstico-chave sobre o beijo de Jesus e Maria
Outra fonte são os textos cristãos gnósticos que enfatizam o ensinamento
direto dos mistérios. Discutiremos os textos gnósticos mais detalhadamente nos
Códigos 4 e 5, mas uma passagem conhecida envolve um texto que descreve o
beijo de Jesus em Maria (Evangelho de Filipe 63:32-64:10). Este texto foi
composto na segunda metade do século III, cerca de 200 anos após a época de
Jesus. Descreve Maria como “companheira” de Jesus. Dentre todas as passagens
que podem sugerir que Jesus tenha sido casado, esta é a mais importante.
Porém, o ponto central do texto está fragmentado em 63:33-36 e diz: “E a
companheira de [...] Maria Madalena [... amou] a ela mais que a [todos] os
discípulos e [costumava] beijá-la [sempre] na [...]“. Os colchetes indicam lacunas
no texto, pontos em que a leitura não é possível devido a estragos no manuscrito.
Aqui temos um mistério para desvendar!
Trabalhar com textos antigos fragmentados exige habilidade. Algumas
vezes, há grandes debates sobre o que o texto completo estaria dizendo. Em
outros casos, em que as palavras são substituídas por colchetes, podemos
deduzir a leitura devido ao contexto e ao tamanho da lacuna. Especialistas
deduzem qual palavra específica se encaixa nas lacunas pelo número de letras
ausentes e traduzem o resultado. Como na seguinte frase, por exemplo: “Minha
mulher me mandou para o mercado [...] comprar ovos”. Em casos assim, é fácil
descobrirmos que a frase completa seria “Minha mulher me mandou para o
mercado PARA comprar ovos”. Mas em casos em que há uma boa variedade de
opções para as lacunas, não se pode ter certeza sobre o que o texto completo
dizia.
Neste texto envolvendo Maria, alguns argumentam que ela pode ter sido
beijada na bochecha ou na testa, já que ambos os termos se encaixam na lacuna.
Outros preferem a hipótese de um beijo na boca por causa de uma passagem
semelhante no Evangelho de Filipe 58:34-59:4, que diz: “Por isso, a palavra
perfeita concebe e dá nascimento por meio de um beijo. Por essa razão nós
também nos beijamos uns aos outros. Somos concebidos da graça que nos é
comum”. Esta leitura de Filipe 63:33-36 é discutida em The Gospel of Mary of
Magdala, da professora Karen King, em que ela defende a opção do beijo na boca
por causa da semelhança com Filipe 58-59 (p. 204, n. 50). A teoria dela também
sustenta que, embora haja uma referência explícita a um beijo na boca em Filipe
63, a referência em Filipe 58-59 é a de um beijo de amizade entre irmãos de fé,
sem nenhuma conotação sexual. Isso remete ao “recebimento íntimo dos
ensinamentos espirituais” (p. 146). Temos de perceber que o local do beijo
mencionado em Filipe 58-59 não está claro.
King não junta ambas as observações sobre estas duas passagens, mas eu
vou juntá-las. Se o beijo em Filipe 63 é semelhante àquele em Filipe 58-59, então
a referência provavelmente fala de um beijo de amizade. Se é assim, o beijo pode
ser na bochecha e não na boca. King sugere (na minha opinião, com razão) que
Maria esteja simbolicamente associada à sabedoria, e que esta ligação espiritual
esteja por trás da referência (p. 145). Ela provavelmente faz tal sugestão porque
textos dessa natureza carregam, em geral, uma linguagem mais simbólica e
espiritual do que uma linguagem literal, como observam alguns estudiosos.
Mesmo se a referência for a um beijo na boca, não há fundamentos para que o
texto indique uma situação sexualizada. A referência simplesmente descreve uma
relação tema e espiritual.
Outro termo-chave em Filipe 63:34 é um empréstimo do grego encontrado
em textos em copta. Um empréstimo é uma palavra retirada de outra língua.
Portanto, a palavra-chave aqui é uma palavra grega. A palavra é koinonos e é
traduzida como “companheira”. Esta palavra pode significar “esposa” ou
simplesmente “irmã”, no sentido espiritual. Mas ela não é um termo comum para
“esposa”, que em grego seria gyné.
King faz uma série de perguntas sobre o texto em Filipe 63: “Maria
Madalena está aqui associada à sabedoria? Foi por isso que o Salvador a amou
mais que aos outros discípulos? O beijo significa que Maria e o Salvador tinham
um relacionamento sexual ou era apenas espiritual?” Cp. 145). King sugere que
Maria é vista como a sabedoria no texto, o que a torna mãe dos anjos, irmã
espiritual do Salvador e sua contraparte feminina. Nada aqui sugere um
casamento real.
A passagem é cheia de interpretações espirituais para nos lembrar de que é
disso que ela trata. As referências nela são mais provavelmente a uma relação
espiritual, dada a variedade de relacionamentos que Maria tem neste Evangelho.
Quando analisamos a freqüente simbologia espiritual nesse tipo de textos que
compara o nascimento da sabedoria a um nascimento natural, concluímos que
casais homem-mulher são apenas uma metáfora, não um dado histórico.
Há, portanto, muitas incertezas no texto de Filipe 63. Não conhecemos a
verdadeira relação de Maria nem com quem Maria Madalena esteve relacionada
no início desta passagem, embora seja provável que ela tenha sido a
“companheira” de Jesus. Também não sabemos em que lugar ela foi beijada,
embora possa ter sido na boca. No caso de uma descrição de um beijo na boca,
temos algo incomum. O beijo não aponta um grau de intimidade entre Jesus e
Maria, mas provavelmente representa uma aproximação espiritual entre
companheiros no nascimento da criação, associado à sabedoria. É muito menos
provável que haja algo sexual ou que o estado civil dos dois esteja sendo
insinuado.
Um texto sobre a predileção de Jesus por Maria
Uma outra passagem importante vem do Evangelho de Maria Magdala, do
século II (Evangelho de Maria). Nele, Pedro confrontava o papel de Maria como
destinatária de uma revelação especial de Jesus. Um elemento controverso do
gnosticismo (ou outro movimento cristão similar) envolve o modo como seus
seguidores se diziam recebedores de revelações especiais adicionais. Esse texto
parece refletir o modo de lidar com os conflitos sobre Maria de uma forma
simpática, ao mesmo tempo em que é atacado por alguns dos apóstolos-chave. O
texto está no Evangelho de Maria 17:10-18:21. Ele diz: Mas André respondeu e
disse aos irmãos: “Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de
minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses
ensinamentos carregam idéias estranhas”. Pedro respondeu e falou sobre as
mesmas coisas. Ele os inquiriu sobre o Salvador: “Será que ele realmente
conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos
mudar de opinião e ouvi-la? Ele preferiu ela à nós?” Então Maria Madalena se
lamentou e disse a Pedro: “Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que
inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?” Levi
respondeu a Pedro: “Pedro, sempre fostes exaltado. Agora te vejo competindo
com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és
tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí tê-la amado mais
do que a nós. É antes o caso de nos envergonharmos e de assumirmos o homem
perfeito, e de nos separarmos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho,
não criando nenhuma regra ou lei além das que o Salvador nos legou.”
Pedro estava confuso porque Maria, uma mulher, recebeu revelações de
Jesus que os outros apóstolos não receberam. A imagem de Maria foi arranhada
pelo desafio de Pedro, mas Levi (provavelmente a ser igualado a Mateus) saiu em
sua defesa: o Senhor a escolheu para o papel. Jesus a tornou merecedora e a
conhecia bem. A implicação é que Jesus a conhecia bem o suficiente para saber
se era merecedora de receber uma revelação exclusiva. Desse conhecimento
sobre Maria vinha o amor excepcional de Jesus por ela. Não existe nenhuma
indicação de que Maria tivesse um status familiar. Era simplesmente a beneficiária
de uma revelação especial de Jesus. Nada no texto indica algo além de Jesus ter
aparecido para ela sozinho.
Mais um ponto duvidoso permanece. Ele vem de um artigo de Craig
Blomberg publicado no The Denver Journal. O autor cita a ênfase em Maria, mãe
de Jesus, na Igreja Católica Romana e faz uma boa observação sobre a teoria de
um casamento de Maria Madalena. Ele diz: “Devo acrescentar que, com o início
do culto a Maria, mãe de Jesus, no Catolicismo Romano, provocado pelo desejo
de que houvesse uma figura feminina quase divina ao lado de Deus Pai, se Jesus
tivesse se casado, tal mulher dificilmente desapareceria sem nenhum registro
histórico. Ao contrário, ela teria sido venerada e adorada, principalmente nos
núcleos católicos que O Código Da Vinci coloca contra a revelação da ”verdade”
sobre o casamento de Jesus”.
Concordo. A razão de não haver nenhum registro histórico é porque Maria
não se casou com Jesus. No meu escritório há 38 volumes de documentos do
início da Igreja, cada um com centenas de páginas de duas colunas e letras
pequenas. O fato de que, no meio de todo esse material, apenas dois textos
possam ser apontados como evidências antigas desta teoria mostra o quanto ela é
improvável.
E quanto a Maria Madalena nos apócrifos?
Com relação a todos os textos que examinamos, cabe uma observação:
não há nenhum texto fora da Bíblia indicando que Jesus tenha se casado ou que
Maria Madalena tenha sido sua esposa. Isso confere com o que está no Novo
Testamento. Uma pesquisa desses textos e de suas difíceis metáforas mostra que
Maria era vista como uma das primeiras testemunhas da ressurreição, algo que o
Novo Testamento já ensina. Voltaremos a essas passagens nos Códigos 4 e 5.
Por enquanto, estamos interessados apenas no que eles dizem sobre a idéia de O
Código Da Vinci de que Jesus tenha se casado com Maria Madalena.
Esses textos, seja qual for seu propósito definitivo, não confirmam nada.
Nem mesmo apontam um motivo para que Jesus tenha sido casado.
Maria Madalena era prostituta?
Nenhum dos textos que pesquisamos refere-se a Maria Madalena como
prostituta. Essa idéia é muito popular em alguns segmentos da Igreja e também
entre as pessoas em geral. Mas de onde surgiu esse conceito tradicional sobre
ela?
A primeira citação de Maria como prostituta aconteceu em uma homilia (ou
sermão) do Papa Gregório, o Grande, no ano de 591. Muito provavelmente, essa
idéia é resultado de uma confusão entre passagens dos Evangelhos de Lucas e
João.
No meio do ministério de Jesus, uma pecadora sem nome o consagra na
casa do leproso Simão (Lucas 7:36-50). O texto não chama esta personagem sem
nome de prostituta, mas a conclusão é que seus pecados envolviam
promiscuidade sexual. A prostituição é a hipótese mais provável, mas ela poderia
ter sido simplesmente uma adúltera.
O outro texto é Lucas 8:1-3, em que Maria Madalena é chamada pelo
nome. Ela é identificada como beneficiária de um exorcismo feito por Jesus. Não
há nenhuma menção ao fato de ela ter consagrado alguém.
Um terceiro texto é João 12:1-8. Maria de Betânia consagra Jesus em
público ao final de seu ministério de seis dias antes da Páscoa judaica. Podemos
resolver este mistério rapidamente e seguir adiante. Quase todos os estudiosos
concordam quanto a isso. Lucas 8:1-3 apresenta Maria de Magdala como se ela
fosse uma nova personagem. Ele não faz nenhum esforço no sentido de associar
Maria à cena anterior de seu Evangelho envolvendo a pecadora que consagra
Jesus no meio de seu ministério. Seria muito fácil dizer que ela era quem havia
consagrado Jesus, mas ele não diz isso.
Então por que alguns diriam que ela era uma prostituta? Se alguém igualar
a mulher desconhecida de Lucas 7 a Maria de Magdala de Lucas 8 (confusão nº
1) e depois ligar essa referência a Maria com Maria de Betânia (confusão nº 2),
poderá sugerir que Maria da Magdala era uma prostituta. Além disso, as duas
consagrações similares (em Lucas 7 e João 12) tornam tal ligação plausível. Mas
não há nenhuma Maria na primeira consagração, e o momento de cada uma das
consagrações é diferente o suficiente para evitar a confusão. Um mistério foi
desvendado: a associação de Maria Madalena com prostituição é muito
improvável.
O que podemos dizer sobre Maria Madalena?
Sabemos que Maria Madalena era um discípulo de muita fé, que esteve
presente à crucificação, ao enterro e à ressurreição de Jesus. Ela não era
prostituta. Alguns textos posteriores sugerem que ela teve o privilégio de receber
revelações de Jesus. Examinaremos a importância de seu real papel mais tarde,
mas por enquanto já sabemos que ela não foi casada com Jesus. Ao menos não
há indícios na Bíblia ou fora dela que digam que ela tenha sido casada com Jesus.
Um fato importante no romance foi desmentido. O primeiro Código Da Vinci está
quebrado. A teoria de que Maria e Jesus foram casados não dispõe de provas
presentes nas passagens bíblicas associadas a Maria Madalena. Mas o que pode
provar algo do lado de Jesus? Existe algum indício de que ele tenha sido casado
com qualquer outra mulher que não fosse Maria? Chegamos ao Código 2. Existe
algum mistério que revele um casamento de Jesus?
Código 2
Jesus foi casado?
Perguntaram a Dominic Crossan, o conhecido e liberal estudioso sobre
Jesus, no Beliefnet.com se Jesus havia se casado. Sua resposta sarcástica
começou assim:
Há um princípio antigo e venerado na exegese (interpretação) bíblica: o que
se parece com um pato, anda como um pato e grasna como um pato, deve ser um
camelo disfarçado. Vamos aplicar esse princípio ao suposto casamento de Jesus.
Não existe nenhum indício de que Jesus tenha se casado (parece um pato), várias
indicações de que não tenha se casado (anda como um pato) e nenhum texto
antigo que sugira mulher e filhos (grasna como um pato)… então ele só pode ter
tido um casamento secreto (um camelo disfarçado).
De certa forma, ouvir tal pergunta sobre se Jesus foi casado soa estranho.
Quase todo mundo entende que Jesus era tão dedicado ao seu ministério que
permaneceu solteiro.
Uma visão sobre as alegações de que Jesus foi casado
Embora concorde com a avaliação de Crossan, responder com humor ou
simplesmente desviar-se da questão sobre se Jesus foi casado é uma reação
inadequada. Algumas pessoas deram as razões de por que acreditam que Jesus
tenha sido casado. Em O Código Da Vinci, a Opus Dei tenta encobrir o fato de que
Jesus tinha uma família e filhos para proteger sua santidade. No romance, a Opus
Dei é uma sociedade secreta da Igreja, cujo objetivo é proteger a Igreja de todas
as formas. O romance sustenta a teoria do casamento de Jesus em duas bases:
(1) Não se casar seria antijudeu (p. 262); (2) De acordo com os escritos
gnósticos, Jesus beijou Maria na boca e os apóstolos tinham ciúme de sua relação
com ela (p. 263-264). Para completar este estudo, quero acrescentar outros
argumentos de fora do romance freqüentemente apresentados para sustentar a
teoria de um casamento de Jesus.
Mas antes devo dizer algumas coisas.
(1) Não há nenhuma prova que indique explicitamente que Jesus tenha se
casado.
(2) Uma das poucas coisas em que concorda a grande maioria dos
estudiosos, liberais e conservadores, sobre Jesus é que ele foi solteiro. Crossan,
em seu artigo no Beliefnet.com, não viu a necessidade de defender o ponto de
que Jesus foi solteiro. Para ele, isso era óbvio. É muito incomum nos estudos
sobre Jesus que estudiosos de todas as linhas concordem em um ponto. Quando
isso acontece, deve ser notado. Um ponto de unanimidade é quase sempre
correto.
(3) Por outro lado, não há nenhum texto explícito declarando que Jesus era
solteiro.
(4) Seria fácil para os escritores do Novo Testamento em várias ocasiões,
dizer que Jesus era casado, se esse fosse o caso.
(5) Mesmo se Jesus tivesse se casado, isso não teria o efeito devastador
sobre sua divindade que as visões conspiratórias alegam.
Vamos começar pelo último ponto. Jesus fez muitas coisas que
desabonaram sua condição divina. Ele comia, bebia. dormia, cansava-se, viveu e
morreu. Seu dia-a-dia era o normal de uma existência humana. Sua vida era
diferente por causa de sua relação com Deus, de seu acesso ao poder divino e de
sua ressurreição. Uma das crenças mais básicas da fé cristã é que Jesus era
100% humano. Então, se tivesse se casado e fosse pai, sua relação conjugal e
sua família teoricamente não diminuiriam sua divindade, mas seriam apenas
reflexos de sua completa humanidade. Se Jesus tivesse se casado, não haveria
motivos para que tal fato fosse escondido. Os argumentos racionais sobre o
acobertamento de supostas relações não têm fundamento na teologia. Na teoria,
se Jesus tivesse se casado, ainda poderia ter sido o que foi e feito tudo o que fez.
Isso nos leva a uma outra pergunta: que indícios existem de que Jesus foi casado
ou não?
1. Maria viajava com Jesus
Vamos considerar o raciocínio surgido para alegar que Jesus foi casado. A
principal evidência está em Lucas 8:1-3, que já vimos anteriormente. Três
mulheres viajaram com Jesus dando assistência aos membros de seu ministério.
A alegação é que viajar com homens ou acompanhá-los dessa forma era
culturalmente incomum. Isso é verdade. A dedução, portanto, é que Jesus e Maria
deveriam ser casados para que esta situação fosse normalmente aceitável.
Porém, para chegar a tal dedução, devemos ligar essa idéia a textos
adicionais posteriores. Esses textos dizem que Jesus tinha uma relação especial
com Maria Madalena. Tal ligação se faz necessária porque Lucas 8:1-3 cita três
mulheres: Suzana, Joana e Maria Madalena. Se viajar com os discípulos em
ministério sugere um casamento, então Maria devia estar exclusivamente
relacionada a Jesus, o que Lucas 8:1-3 não faz.
2. Outros textos mostram que Jesus e Maria tinham uma relação especial.
Outros indícios completam este argumento. Textos de um século ou mais
depois de Lucas indicam que Maria tinha uma relação especial com Jesus, o que
poderia indicar um casamento. Este é um argumento ao qual o romance apela. Os
textos são os últimos de caráter gnóstico, os livros de Filipe e Maria de Magdala,
que citamos ao analisar quem foi Maria Madalena. Eles incluem a idéia de que ela
era companheira de alguém, provavelmente de Jesus, uma vez que viajou com ele
e foi beijada (embora não se saiba em que parte do corpo nem em que situação.)
Nenhuma passagem nesses livros afirma com veracidade que Jesus tenha sido
casado. O máximo que pode ser dito é que Jesus amava Maria mais do que aos
outros discípulos e que houve alguma demonstração de afeição não esclarecida.
Também não há nenhuma declaração sobre se as informações nesses textos
posteriores são precisas, isto é, se as fontes são confiáveis. As alegações supõem
a precisão desses textos. Mesmo se os textos forem precisos, as afirmações
contidas neles nem de longe provam que Jesus foi casado (como já vimos no
Código 1).
Existe uma ironia na utilização de textos apócrifos. É que algumas pessoas
levantam questões e dúvidas sobre alguns dos Evangelhos bíblicos,
considerando-os prejudiciais. (A crença é que os textos bíblicos refletem o ponto
de vista dos “vencedores” da história da Igreja, e por isso não são uma fonte
confiável. Tais textos negariam a variedade existente no cristianismo dos primeiros
séculos.) Porém, mesmo escrevendo mais de um século mais tarde, no que
parecia ser o auge do cristianismo, esses autores são vistos como
inquestionavelmente autênticos. Por que lhes faltam críticas ou preconceito?
Esses textos apócrifos também não poderiam estar distorcendo os fatos como os
textos dos “vencedores” estariam? O que os torna imunes aos questionamentos?
Voltaremos a esse ponto mais detalhadamente nos Códigos 4 e 5. Por enquanto,
devemos nos lembrar de duas coisas:
(1) esses textos, mesmo se autênticos, não dizem que Jesus foi casado;
(2) esses textos precisam ser submetidos às mesmas visões críticas que
alguns dedicam ao material bíblico mais antigo. É provável que tais textos jamais
relacionem explicitamente Jesus e Maria como marido e mulher, porque esses
autores compartilhavam o conhecimento comum de que Jesus não era casado.
Um segundo argumento para o casamento de Maria Madalena com Jesus
vem do episódio da pecadora que o consagra em Lucas 7:36-50. O argumento é
que esta cena não seria tão ofensiva se a mulher fosse sua esposa. Essa
abordagem apresenta problemas já mencionados. A mulher que consagra Jesus
em Lucas 7 não deve ser confundida com Maria em Lucas 8. E mais: o ato da
mulher retratado em Lucas 7 foi visto como ofensivo. Como resultado, a
observação dos judeus foi de que, se Jesus soubesse que tipo de mulher ela era.
não teria permitido a consagração (Lucas 7:39). Como tal argumento poderia ser
usado se a mulher fosse sua esposa?
Para abordar este texto dessa forma, deve-se pôr em dúvida o que Lucas 7
apresenta. Porém, se esse texto for impreciso em sua retratação, então o que ele
pode oferecer de valioso à nossa questão? Ou Lucas 7 é verdadeiro – e esclarece
que Jesus não era casado com a mulher que o consagrou – ou o texto é tão
impreciso que não nos ajuda em nossa questão. Eu acredito que o texto seja
preciso. Ele se encaixa nas descrições freqüentes de um Jesus de braços abertos
aos pecadores que vinham a ele. De qualquer maneira, Lucas 7 não sustenta a
idéia de que Jesus tenha se casado.
3. Jesus, como bom judeu, deveria ser casado
Os que alegam que Jesus tenha sido casado apontam uma terceira razão,
e o romance também tira proveito disso: como Jesus era um professor e agia
como um rabino, deveria ter seguido os costumes judeus e ter se casado.
Dois fatos enfraquecem essa teoria. Primeiro, Jesus não era tecnicamente um
rabino nem se comportou como um. Os apóstolos o chamaram de rabino em
Mateus e Marcos porque ele agia como um professor, não porque tivesse alguma
função judaica oficial. Na verdade, quando Lucas descreve o papel de Jesus, usa
o termo professor, não rabino. Os judeus perguntaram a Jesus com que
autoridade ele fazia algumas coisas, já que não ocupava nenhum posto oficial
dentro do judaísmo que o permitisse agir como agiu dentro do templo (Marcos
11:28). Jesus não era rabino e nem sempre agia como um. Pelo que se conhece
sobre líderes judeus, Jesus não tinha nenhuma função oficial reconhecida no
judaísmo.
Segundo, o ensinamento de Jesus sobre o chamamento do reino para ser
eunuco parece estar baseado em seu compromisso e exemplo de não se casar
(Mat. 19:10-12). Por que Jesus faria tal declaração, reconhecendo que isso seria
uma exigência, se não tivesse intenção de segui-la? O raciocínio posterior da
Igreja Católica Romana de que os padres não devem se casar está baseado na
visão de que Jesus não foi casado. Voltaremos à questão de que seria
considerado anti-judeu um judeu não se casar, no próximo capítulo, o Código 3.
4. Uma resposta cultural: homens e mulheres judeus em Qumran.
E o que dizer sobre a prática judaica incomum de mulheres, como Maria
Madalena, vivendo ao lado de homens? Há um precedente desse tipo em
Qumran, mais conhecida como comunidade dos Manuscritos do Mar Morto, um
enclave judeu separatista que ficava próximo ao Mar Morto desde o século II antes
de Cristo até várias décadas após sua morte. Esta comunidade levanta a
possibilidade de que pessoas vivam juntas por razões religiosas e mesmo assim
não se casem.
Sabemos que homens e mulheres judeus viveram juntos no deserto, alguns
aparentemente em estado de celibato como expressão de seu compromisso com
Deus. Há indicações de que os homens nesta comunidade optaram pelo celibato
porque as mulheres viviam próximas a eles em uma comunidade separada.
Crossan interpreta assim:
“Sabemos também que uma teologia profundamente utópica era a base do
estilo de vida dos essênios que viveram no tempo de Jesus. Conforme
determinava a lei da comunidade de Qumran, “para alcançar a verdade, a justiça e
a retidão na Terra” o membro bem-sucedido da seita entra para a Comunidade de
Deus “partilhando suas posses”. A julgar pelos Manuscritos do Mar Morto e seus
esqueletos cuidadosamente enterrados, os essênios de Qumran eram um grupo
exclusivamente formado por homens em celibato comum, pureza ritual e
santidade escatológica, vivendo de certo modo como se fossem anjos, como se o
paraíso já fizesse parte da Terra “.
Crossan aponta para o que é bem sabido sobre as descobertas nos
cemitérios da comunidade: os esqueletos são apenas de homens. Porém, nos
arredores do cemitério principal, havia esqueletos de algumas mulheres e
crianças. Estas provas do cemitério são mencionadas pelo estudioso sobre
Qumran, Geza Vermes, em Os Manuscritos do Mar Morto. Muitos essênios eram
conhecidos por sua insistência no celibato (Flávio Josefo, Antigüidades Judaicas
18.1.5.20-21; Guerra Judaica 2.8.2.121-22; Filo, Hipotética 11.14-17).
Uma citação de Flávio Josefo, famoso historiador judeu do século I,
também confirma o celibato na discussão das práticas dos essênios, a provável
seita judaica que habitava Qumran:
“Também merece nossa admiração quanto os essênios superaram todos os
outros homens que se dedicavam à virtude, e o faziam com retidão e de tal forma
que jamais aconteceu entre outros homens, nem gregos nem bárbaros, e não por
pouco tempo; isso durou muito tempo entre eles. Isso é demonstrado pela
instituição de não terem nenhum impedimento em partilhar todas as coisas. Assim,
um homem rico não possui mais de sua riqueza do que aquele que nada tem.
Havia mais de quatro mil homens vivendo dessa maneira, e nem se casavam nem
desejavam ter criados, já que ter criados os tentaria a ser injustos e ter esposas
lhes custaria brigas domésticas, mas, como viviam para si, ministravam uns aos
outros (Antigüidades Judaicas 18.1520-21)”.
Voltaremos à análise racional destas práticas judaicas no próximo capítulo,
já que elas nos oferecem pistas sobre o ambiente religioso e cultural do século I.
Por enquanto, devemos entender que alguns judeus não viam o casamento como
uma obrigação e optavam pelo celibato como sinal de devoção. Para aqueles em
Qumran, permanecer solteiro era sinal de dedicação exclusiva a Deus. Paulo
exibiu uma atitude semelhante em 1 Coríntios 7 quando aconselhou as pessoas a
não se casarem por causa da natureza da época; entretanto, se alguém se
casasse, não estaria em pecado. A questão é que diferentes ministérios poderiam
surgir em sexos diferentes. Isso não era comum na cultura, mas não significava
que as pessoas fossem obrigadas a se casar ou que o celibato não fosse
praticado.
Jesus como um homem solteiro
A maioria dos estudiosos acreditou por muito tempo que Jesus tenha sido
solteiro, e examinaremos os três argumentos que sustentam essa crença.
Nenhum texto cristão disponível, bíblico ou apócrifo, indica a presença de uma
esposa durante o ministério de Jesus, sua crucificação ou após a ressurreição.
Quando os textos mencionam a família de Jesus, referem-se ã sua mãe e a seus
irmãos e irmãs, mas nunca a uma esposa. Além disso, também não há indícios de
que ele fosse solitário. Parafraseando Crossan, “Se anda como pato, grasna como
pato, então é um pato!”
1. Maria não é associada a nenhum homem quando é citada pelo nome.
O primeiro argumento de que Jesus foi casado nos leva de volta a
passagens em Mateus, Marcos, Lucas e João, em que Maria Madalena foi citada
(Mateus 27:55-56, Marcos 15:40-41, Lucas 8:2, João 19:25). Nestes textos, outras
mulheres citadas aparecem relacionadas a homens conhecidos. Isso é uma pista
importante, e ela se encaixa aqui. Se Maria tivesse sido casada com Jesus, essa
lista de mulheres seria um bom lugar para que isso fosse mencionado, como
foram relacionadas as outras mulheres a seus maridos ou filhos. Nenhuma
passagem com Maria Madalena ou qualquer outra mulher lhes atribui alguma
relação para indicar que Jesus tenha sido casado.
Mateus, Marcos, Lucas e João foram escritos uma ou duas gerações após
a vida de Jesus. A maioria dos estudiosos data o último Evangelho bíblico, o de
João, por volta do ano 90. Naquela época, não havia nenhuma conspiração para
esconder detalhes da vida de Jesus nem precedentes estabelecidos de que os
ministros não pudessem se casar. Mais tarde, em 1 Coríntios 9:4-6, Paulo, um
ministro do Evangelho, acreditava ter direito a algumas coisas, dentre elas o
casamento. Direito que ele não exerceu, mas que poderia ter exercido.
2. O direito de ministros ao casamento é mencionado sem referência a
Jesus.
1 Coríntios 9:4-6 pode ser o texto mais importante para esse assunto. O
texto diz “Não temos nós o direito de comer e beber? Não temos nós o direito de
levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos e os irmãos
do Senhor e Cefas? Ou só eu e Barnabé não temos o direito de deixar de
trabalhar?”. Aqui, Paulo diz que os apóstolos, os irmãos do Senhor, e Cefas
(Pedro) tinham o direito a uma esposa. Em outras palavras, tinham todo o direito
de se casar. Seria fácil para Paulo acrescentar que Jesus tinha se casado se ele
tivesse mesmo se casado. Tal fato reforçaria muito seus argumentos, mas ele não
cita nada disso. Alguns podem discordar dizendo que Paulo mencionou apenas
pessoas ainda vivas a resposta a essa discordância é que Paulo estava discutindo
precedentes e direitos. Seria tão possível quanto lógico citar um exemplo do que
alguém tenha feito se Jesus estivesse naquela condição. A conclusão é que Paulo
não mencionou o fato porque não podia fazer tal afirmação.
Esta passagem em 1 Coríntios 9 mostra que a Igreja não tem nenhum
embaraço em revelar que seus líderes foram casados ou em sugerir que ao
menos tinham o direito. O mesmo valeria para Jesus se ele tivesse se casado. Na
verdade, se ele o tivesse feito, não haveria uma oportunidade melhor do que esta
para Paulo mencionar esse fato. Isso encerraria o caso de que Paulo também teria
o direito de se casar. Paulo não menciona isso porque Jesus não foi casado.
Alguns dirão que 1 Coríntios 7 pode ser lido de forma reversa. Este capítulo
inteiro afirmou que permanecer solteiro era aconselhável. Por que Paulo não diz
aqui sobre Jesus a mesma coisa dita no Capítulo 9 da 1a Epístola aos Coríntios?
Ele poderia muito bem ter dito que Jesus era solteiro e fazê-lo de exemplo. Isso
encerraria a argumentação de Paulo, mas ela não diz nada disso. A questão é que
essa afirmação pelo silêncio não prova nada.
Isso faz sentido, mas uma resposta satisfatória é possível. A diferença entre
as duas situações em 1 Coríntios 7 e 1 Coríntios 9 pode muito bem mostrar que
nem todos os silêncios são iguais quando se trata de perceber diferenças na
natureza das evidências. Paulo não precisava citar o fato de Jesus ser solteiro
porque isso era um fato bem conhecido, deduzido e fora de questão. Mais do que
isso e mais importante: a postura de Paulo não era pelo não-casamento, mas
apenas que não se casar era aconselhável. Envolver a figura de Jesus como
exemplo seria uma forma muito agressiva de sustentar uma afirmação. Ele queria
que as pessoas levassem a sério a opção de permanecerem solteiras, mas não
deu a entender que o casamento fosse algo errado. Por isso não mencionou
Jesus.
3. Jesus não demonstrou atenção especial a Maria Madalena na cruz.
Ao examinarmos a cena da crucificação, encontramos o terceiro e último
argumento que indica que Jesus foi solteiro. Naquele momento, muitas de suas
seguidoras, incluindo sua mãe, estavam ali. Se havia uma ocasião em que a
família deveria estar presente, era aquela, a morte de Jesus. Ainda assim,
nenhuma esposa é descrita na cena. Jesus estava muito mais preocupado com
sua mãe, entregando-a aos cuidados de João (João 19:26-27). Além disso, se
Jesus tivesse se casado, sua esposa estaria presente com sua mãe para celebrar
a Páscoa judaica que os levou a Jerusalém durante o período em que Jesus foi
preso. Mais uma vez, nenhuma esposa é mencionada porque não havia nenhuma.
O que podemos dizer sobre Jesus ter sido casado?
A discussão que envolve a possibilidade de Jesus ter sido casado é
particularmente complexa. Mas toda investigação de um mistério é assim. Em
alguns julgamentos, os jurados têm de ouvir testemunhas falando sobre DNA ou
dupla hélice, um assunto não muito comum no dia-a-dia. Descobrir se Jesus foi
casado requer uma investigação cuidadosa de textos antigos e da história judaica,
assuntos não muito comuns nas conversas diárias.
Há muito tempo, cristãos e estudiosos acreditam que Jesus foi solteiro, e
existem boas razões para acreditar nisso. Quando ele estava em ministério, não
havia nenhuma referência a uma esposa. Quando foi julgado e condenado, não se
mencionou uma esposa. Após sua morte e ressurreição, não se fala de esposa.
Os membros da família de Jesus – sua mãe, irmãos e irmãs – foram mencionados
mais de uma vez, mas não foi citada esposa alguma. Nem mesmo havia indícios
de que ele fosse viúvo.
Esta não é uma argumentação tipicamente silenciosa, porque houve
inúmeras oportunidades de mencionar um casamento de Jesus se ele tivesse se
casado. A questão aqui é que, onde não houve um casamento, o resultado é o
silêncio! Outros textos mostram que Jesus recomendava a alguns de seus
seguidores uma vida solteira, um exemplo que parecia incluir a ele próprio.
Portanto, nosso segundo código está quebrado. Qual a probabilidade de
Jesus ter se casado? A resposta é simples: nenhuma. Então, como se explica o
fato de Jesus ter sido solteiro? Este é o terceiro código que devemos investigar,
porque ele nos ajuda a compreender como a cultura do século I era diferente da
nossa e reforça a idéia de que Jesus tinha motivos para permanecer solteiro,
mesmo que o romance afirme que ele deve ter se casado.
Código 3
Ser solteiro faz de Jesus um não-judeu?
Algumas vezes, afirma-se que Jesus tinha de ser casado porque era judeu.
De acordo com o que foi dito no Código 2, O Código Da Vinci faz esta alegação ao
afirmar que Jesus virtualmente seria casado por ser judeu (p. 262). De fato, o
romance alega que o costume judeu condenava o celibato (p. 262); seria
impensável que um judeu permanecesse solteiro. Os homens judeus geralmente
viam o casamento como uma obrigação humana. Gênesis 1:28 transmite a ordem
aos humanos para crescerem e multiplicarem -se; portanto, o casamento era visto
como o cumprimento de uma responsabilidade fundamental às criaturas de Deus.
O casamento era certamente uma regra e uma expectativa dos judeus.
No primeiro século havia exceções à regra. Já vimos a famosa passagem
de Josefo em Antiguidades Judaicas 18, em que ele descreve a prática incomum
do celibato entre os essênios em Qumran ou em qualquer outro lugar em que
possam ter vivido. Essa é apenas uma das pistas de que o casamento não era
uma exigência absoluta entre os judeus.
Outros textos judaicos sobre celibato e relações entre homens e
mulheres
Um outro texto de Josefo fala sobre os essênios. Este fragmento está em
Guerra Judaica 2.8.2.121-22. Esta obra, escrita no século I, explica os dois
maiores conflitos da história judaica: a Guerra dos Macabeus, de 167 a 164 a.C, e
a queda de Jerusalém aos romanos no ano 70. Josefo explica o panorama do
universo religioso judaico durante aquele período falando de uma seita judaica. O
termo seita não tinha a conotação negativa dos dias de hoje. Significava apenas
uma facção religiosa distinta, um subgrupo dentro do judaísmo. O texto diz:
“Os essênios rejeitavam os prazeres como um mal, mas apreciavam a
continência e a vitória sobre os desejos como uma virtude. Recusavam a prisão do
casamento, mas escolhiam filhos de outros, enquanto ainda flexíveis e próprios
para os estudos, e os amavam como se fossem seus, e os instruíam de acordo
com seus costumes. Não condenavam totalmente o casamento e a sucessão da
humanidade continuada por ele. Mas guardavam -se do comportamento lascivo
das mulheres e acreditavam que nenhuma mulher pudesse ser fiel a um só
homem”.
Naquela comunidade de judeus, as pessoas eram hesitantes quanto ao
casamento e tinham preocupações, com base em alicerces religiosos, quanto às
relações sexuais. Embora neste texto o celibato não seja uma exigência absoluta,
era um hábito incentivado. O perigo da infidelidade conjugal tornou essas pessoas
muito receosas quanto ao casamento.
Tal atitude em relação ao casamento e à fidelidade não era incomum entre
os judeus. Um livro da sabedoria judaica do século II a.C, o Sirácida, que tem uma
leitura similar dos Provérbios, traz muitas advertências quanto ao casamento e às
mulheres. Por exemplo, o Sirácida 9:8 diz: “Desvie o olhar dos encantos de uma
mulher, e não olhe para a beleza que pertence a outro; muitos foram seduzidos
pela beleza de uma mulher, e com isso arde a paixão como fogo”.
Esses fiéis judeus tinham grande preocupação com o adultério:
Aquele que peca contra o leito nupcial diz a si mesmo: “Quem poderá me
ver? A escuridão me protege, as paredes me escondem e ninguém pode me ver.
Por que devo me preocupar? O Altíssimo não se lembrará dos pecados”. Seu
medo está restrito aos olhos humanos, e ele não percebe que os olhos do Senhor
são dez mil vezes mais vivos que o sol; eles podem ver todos os aspectos do
comportamento humano e enxergam por entre os becos. Antes que o universo
fosse criado, ele já o conhecia, e foi assim até que estivesse formado. Este
homem será punido no meio das ruas da cidade e onde menos esperar será
levado. Assim também será com a mulher que deixa o marido e lhe apresenta um
herdeiro que não é de seu sangue (Sirácida 23:18-22).
Este texto deixa bem claro que os fiéis viam o casamento como sagrado. A
natureza sacra desta relação não devia ser violada. Diz-se também, e com
correção, que antigamente algumas pessoas eram muito receosas sobre a
sexualidade. Entendiam sua força e eram muito cuidadosas com relação ao sexo.
Na verdade, os mais fiéis buscavam permanecer imunes ao casamento.
Há outro texto sobre o celibato dos essênios escrito por um historiador e
filósofo judeu do século I, Filo, que viveu no Egito. Ele escreveu sobre os essênios
em Hipotética 11.14-17. Note que este texto não é nem um pouco politicamente
correto ao descrever a mulher. Não é fácil para uma leitura em nossa cultura
moderna, mas revela uma preocupação dos fiéis daquela época. Eis o texto:
“Percebendo com agudez e precisão incomuns aquilo que é único ou acima
de qualquer outra coisa capaz de destruir tais associações, eles repudiavam o
casamento e ao mesmo tempo praticavam a abstinência de forma evidente; pois
nenhum dos essênios jamais se casou com uma mulher, porque a mulher é uma
criatura egoísta e ciumenta em um nível exagerado e terrivelmente calculado para
perturbar e atrapalhar as inclinações naturais de um homem e de desviá-lo para
armadilhas constantes, pois como está sempre se aprimorando em discursos
enganosos e em outros tipos de hipocrisia como uma atriz no palco, quando atrai
os olhares e ouvidos de seu marido ela continua a persuadir sua mente depois de
ter já enganado todos os criados”.
“E mais uma vez, se houver crianças, ela se torna orgulhosa e cheia de
todos os tipos de discursos, e tudo o que é obscuro nos dizeres que ela
previamente já meditou com ironia e disfarces ela agora começa a dizer com
audaciosa confiança; e tornando-se pronunciadamente desavergonhada ela
continua seus atos de violência e faz inúmeras coisas, sendo cada uma delas
hostil a tais associações; pois o homem que é cativo das encantos de uma mulher
ou dos filhos, pelos laços necessários de sua natureza, sendo massacrado pelos
impulsos de afeição, não é mais a mesma pessoa diante de outros, mas
totalmente transformado, tendo, sem consciência, tornado-se um escravo no lugar
de um homem livre”.
“Agora, esse é o sistema de vida invejável dos essênios, de modo que não
apenas indivíduos, mas também reis poderosos admirando os homens, veneram
sua seita, e aumentam sua dignidade e majestade em um nível ainda maior com a
aprovação e honra que dedicam a eles”.
Não me entenda mal. Não escolhi este fragmento porque concordasse com
o que ele diz. Ao contrário, ele revela que entre os judeus mais fervorosos havia
uma enorme preocupação sobre como os dois sexos poderiam e deveriam se
relacionar um com o outro. Isso prova que nem todos os judeus insistem no
casamento. Na verdade, alguns fiéis judeus até mesmo tentavam evitá-lo.
Portanto, não é fato que Jesus, como judeu, devesse buscar o casamento.
Mais importante: não seria vergonha nenhuma permanecer solteiro. Os essênios,
embora pouco numerosos, eram verdadeiramente respeitados por muitos judeus
por causa da profundidade de suas convicções religiosas. Mais uma vez, cabe o
julgamento de Josefo em Antigüidades Judaicas 18.1.5.20: “Também merece
nossa admiração quanto os essênios superaram todos os outros homens que se
dedicavam à virtude, e o faziam com retidão e de tal forma que jamais aconteceu
entre outros homens, nem gregos nem bárbaros, e não por pouco tempo; isso
durou muito tempo entre eles”. Em outras palavras, muitos judeus admiravam seu
desejo e capacidade de viver em tamanha disciplina. Não era vergonhoso nem
antijudeu não se casar, mesmo sendo um homem judeu, no século I. Estes textos
são as provas que desmentem tal idéia.
Mórmons. (estudo)
Publicado: abril 19, 2012 em Sem categoria1. O que é mormonismo e qual a sua importância?
O mormonismo é uma religião baseada nos ensina¬mentos de Joseph Smith (1805-1844). Embora cerca de 100 seitas mórmons tenham existido historicamente (muitas das quais são adeptas da poligamia), as duas maiores divisões são a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (sediada em Salt Lake City, Utah, EUA), e a Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias (com sede em Independence, Missouri, EUA).
O tema do mormonismo é importante por causa da influência, poder e operações evangelísticas da igreja. Por exemplo, ela mantém mais de 30.000 [1997: 50.000 - N. R.] missionários ativamente empenhados em ga¬nhar prosélitos no mundo inteiro.’ Além disso o mor¬monismo é uma das maiores e mais importantes reli¬giões não-cristãs nos Estados Unidos originadas nos úl¬timos 200 anos. Ela se gaba de uma membresia de 6 a 7 milhões [1997: 9 a 10 milhões - N. R.] em todo o mun¬do, que espera dobrar até o ano 2000; é também uma instituição multibilionária.
Ninguém pode duvidar do poder e da influência do mormonismo,2,3 e por isso a discussão desse assunto é importante.
2. Como o mormonismo se originou, e até que ponto as revelações sobrenaturais são importantes para a fundação e manutenção da igreja mórmon?
Como a maioria das outras religiões, o mormonismo afirma ter como sua fonte a inspiração divina. Os mór¬mons alegam que a sua religião foi divinamente instituí¬da em 1820, quando supostamente Deus Pai e Jesus Cristo apareceram a Joseph Smith numa visão dramáti¬ca. “Jesus” disse a Smith que o cristianismo caíra com¬pletamente na apostasia e que ele (Smith) seria guiado à verdade; presumivelmente o restabelecimento da verda¬deira fé cristã.
Essa “primeira visão” crucial de Joseph Smith em 1820 é o relato oficial do início da seita mórmon. Em¬bora ela supostamente estabeleça a origem divina da igreja, há pelo menos seis versões contraditórias desse importante evento.4 (Veja a Pergunta 15). A seguir, cita¬mos a versão oficial da igreja.
Joseph Smith declarou que, aos 15 anos, quando mo¬rava em Manchester, Nova Iorque, aconteceu um reavivamento religioso de grandes proporções “e grandes multidões se juntaram aos diferentes grupos religio¬sos”.5 Smith afirmou que o conflito entre essas facções era tão grande que as pessoas se confundiam, sem saber qual era o ensino certo – presbiterianos, batistas, meto¬distas ou algumas outras denominações. Por causa des¬se suposto conflito, Smith decidiu buscar secretamente o conselho de Deus quanto à denominação a que ele de¬veria se juntar.
Em certa ocasião, enquanto lia Tiago 1.5 (que se re¬fere a pedir sabedoria a Deus), Smith ficou grandemen¬te comovido. Nas palavras do próprio Smith:
Nunca uma passagem da Escritura tocou mais podero¬samente o coração de um homem do que esta atingiu o meu… [Smith então retirou-se para um lugar isolado na floresta para buscar o conselho de Deus] …Ajoelhei-me então e comecei a apresentar a Deus os desejos do meu coração. Mal fizera isso, quando fui imediatamente toma¬do por um poder que me subjugou inteiramente, e teve influência tão surpreendente sobre mim que a minha lín¬gua ficou travada e não pude falar. A escuridão me en-volveu e me pareceu, por algum tempo, que estava desti¬nado à repentina destruição.
Mas, empregando toda a minha força, pedi a Deus que me livrasse do poder desse inimigo que se apossara de mim… naquele exato momento de tamanho alarme, vi uma coluna de luz exatamente sobre a minha cabeça, mais brilhante que o sol, que desceu aos poucos até que me envolvesse. Tão logo ela apareceu, fui libertado do inimigo que me prendia. Quando a luz pousou sobre mim, vi duas Pessoas cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, de pé acima de mim, no ar. Uma de-las falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontan¬do para a outra – “ESTE É O MEU FILHO AMADO. A ELE OUVI!”
Meu objetivo em buscar o Senhor era saber qual das seitas [religiosas] estava certa, para que eu pudesse jun¬tar-me a ela. No momento em que voltei a ter domínio so¬bre mim, a fim de poder falar, perguntei às Pessoas que estavam acima de mim na luz, qual das seitas era certa – e a qual eu deveria aliar-me.
A resposta foi que não deveria associar-me a nenhu¬ma, pois todas estavam erradas. A Pessoa que se dirigiu a mim [presumivelmente Jesus Cristo] disse que todos os credos delas eram abominação aos seus olhos: que todos aqueles adeptos eram corruptos; “eles honram-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretan¬to, o poder”. Ele proibiu-me de novo de juntar-me a qual¬quer das seitas; e disse muitas outras coisas…6
Embora as alegações de Smith fossem consideradas impossíveis pela comunidade cristã, Joseph permaneceu fiel à sua visão. Sua “mente [estava satisfeita] no que se referia ao mundo [cristão] sectário… não era meu dever juntar-me a qualquer das seitas, mas continuar como es¬tava até receber novas instruções”.7.
Entretanto, se Joseph Smith tivesse crido realmente na autoridade da Bíblia e estudado a mesma a fundo, poderia ter verificado por si mesmo que as várias deno-minações cristãs não eram “todas corruptas” e que a sua visão tinha sido, portanto, falsa.8 Aparentemente, ele também não tinha conhecimento dos métodos característicos do embuste espírita.9
Smith estava, porém, convencido de que fora cha¬mado por Deus e, embora nos três anos seguintes con¬fessasse que “caiu em vários erros insensatos” (cf. Tia¬go 1.20-22,26), esperou pacientemente pela revelação seguinte.10
Em 21 de setembro de 1823, um “anjo” apareceu a Smith, contando a ele a localização de certas “placas de ouro”. Com base nos escritos dessas placas de ouro é que a escritura mórmon, conhecida como o Livro de Mórmon, foi “traduzida”. Essas placas alegadamente continham os registros históricos de uma tribo de ju¬deus, conhecida como os “nefitas”, com referência à sua suposta migração primitiva para as Américas.”
Smith teve muitas outras supostas revelações “angéli¬cas”. Assim como a igreja começou ostensivamente mediante revelação sobrenatural, também foi mantida por esse processo. Por exemplo, de 1831 a 1844, Smith supostamente “recebeu 135 revelações diretas de Deus”, ajudando o novo movimento a crescer e solidifi¬car-se.12 Smith acreditava ter recebido revelações de
Deus, de Jesus e de muitos espíritos dos mortos, tais co¬mo Pedro, Tiago, João Batista, e outros.13 (Muitas destas revelações estão contidas no livro Doctrine and Covenants (Doutrina e Convênios), o segundo e doutrinaria-mente mais importante volume das escrituras mór¬mons.14 (Veja as Perguntas 21-23.)
3. Como podemos saber se essas revelações vieram de Deus ou se procedem de alguma outra fonte?
O fato de Joseph Smith ou qualquer outra pessoa afir¬mar ter recebido visões divinas não prova automatica¬mente que as visões são de Deus; as pessoas podem in-ventar histórias de visões divinas por razões desconheci¬das ou ter até ilusões mentais. Mesmo que Joseph Smith fosse o receptor de manifestações sobrenaturais autênti¬cas, como alguém pode saber se elas não foram astuta¬mente falsificadas por espíritos enganadores que esta¬vam mentindo quando afirmaram ser anjos e santos?15
A questão das revelações mórmons é, finalmente, re¬duzida a um simples teste. Se as revelações de Joseph Smith negam, contradizem e se opõem à Bíblia, então, qualquer que seja a sua origem, elas não podem, de for¬ma alguma, proceder de Deus. E se não procedem de Deus, não têm autoridade divina e não devem ser obe¬decidas.
A maior parte deste livro é dedicada a fornecer docu¬mentação em que as revelações mórmons e doutrinas extraídas delas não podem ser consideradas divinas. Se você for mórmon, pedimos que examine cuidadosamen¬te os argumentos apresentados. Toda pessoa religiosa consciente tem a responsabilidade de verificar se aquilo que afirma vir de Deus procede realmente dEle (1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1).16
4. O mormonismo afirma ser a única
igreja verdadeira na terra?
O mormonismo não declara ser simplesmente parte da religião cristã, tal como uma denominação cristã. Pe¬lo contrário, afirma ser o único a conter a verdadeira re-ligião cristã na terra. Essa declaração está em harmonia com a “primeira visão” de Joseph Smith, onde Jesus su¬postamente condenou todas as religiões como sendo abominações corruptas. A obra Doctrine and Covenants (Doutrina e Convênios) enfatiza que o mormonismo é “a única igreja viva e verdadeira sobre a face da terra”.17
De fato, desde o princípio, os mórmons alegaram ser o único povo de Deus na superfície da terra. Em 1854, Orson Pratt afirmou: “Todas as outras igrejas são intei-ramente destituídas de toda a autoridade de Deus”.18 Um importante teólogo doutrinário da moderna Igreja Mórmon, o falecido Bruce McConkie, asseverou que “os mórmons… possuem agora o único, puro e perfeito cristianismo neste mundo”.19 Ele também ensina: “To¬dos os outros sistemas religiosos são falsos”.20 O texto da escola dominical mórmon, The Master’s Church, Course A (A Igreja do Mestre, Curso A), ensina às crianças: “Não podemos aceitar que outra igreja qual¬quer possa levar os seus membros à salvação”.21
5. O mormonismo é uma religião cristã?
Muitos cristãos aceitam a fé mórmon como genuina¬mente cristã. Mas quando os cristãos consideram os mórmons como irmãos em Cristo, é porque não enten¬dem corretamente o mormonismo. Eles aceitam as afir¬mações dos mórmons sem averiguar se elas são ou não verdadeiras.22 23 24
Quase todas as autoridades cristãs bem informadas reconhecem que o mormonismo não somente é não-cristão, é na realidade anticristão. O Dr. Anthony Hoekema declara em seu livro The Four Major Cults (As Quatro Principais Seitas): “Devemos asseverar neste ponto, nos termos mais fortes possíveis, que o mormo-nismo não merece ser chamado de religião cristã. Ele é basicamente anticristão e anti-bíblico”.25 Gordon Fraser, autor de quatro livros sobre o mormonismo, explica: “Fazemos objeção aos missionários mórmons que se apresentam como cristãos, e nossas objeções se baseiam nas diferenças entre o que lhes é dito pelas Autoridades Gerais (Mórmons) e o que a Bíblia ensina”.26 Uma das mais importantes autoridades modernas sobre as seitas, o falecido Dr. Walter Martin, afirmou corretamente: “A Bíblia condena em termos incisivos os ensinamentos da Igreja Mórmon”.27 Jerald e Sandra Tanner, ex-mórmons e especialistas importantes em mormonismo, também afirmam com exatidão: “A igreja mórmon não se apóia absolutamente nos ensinamentos da Bíblia”.28
Se os ensinos do mormonismo forem bíblicos, então eles merecem ser chamados de cristãos. Mas se negam e se opõem aos ensinamentos bíblicos, então é errado considerar o mormonismo uma religião cristã. Em nos¬sa próxima pergunta, iremos ilustrar brevemente como a doutrina mórmon se opõe aos ensinos bíblicos. Fare¬mos isso, mostrando que, ao usar um termo cristão, a igreja mórmon tipicamente rejeita a definição bíblica desse termo e o substitui por uma definição falsa e não-cristã.
6. A igreja mórmon atribui significados
inteiramente falsos às expressões bíblicas?
A fim de ilustrar que os ensinamentos mórmons não são bíblicos, oferecemos uma lista selecionada de ter¬mos bíblico-cristãos importantes e as falsas definições que os mórmons aplicam aos mesmos. Essa redefinição de palavras destaca o problema enfrentado pelos cris¬tãos quando discutem questões religiosas com os mór-mons. Estes, talvez, usem as mesmas palavras usadas pelos cristãos, mas as empregam com sentidos diferen¬tes ou até opostos. A não ser que os cristãos procurem descobrir o sentido dessas palavras e que os mórmons sejam francos ao dar-lhes a verdadeira definição mórmon, os cristãos e o público em geral continuarão con¬fusos quanto à posição religiosa do mormonismo.
Em qualquer discussão com um mórmon, a seguinte redefinição de termos bíblico-cristãos deve ser mantida em mente. Embora os próprios mórmons possam ignorar algumas das definições citadas abaixo, elas representam os verdadeiros ensinos mórmons, como provado por uma avaliação das clássicas obras teológicas mórmons.29 (A Segunda Parte deste livro fornece ilustrações.)
Cristianismo: sectarismo; religião apóstata, falsa e con¬denada.
Deus: “Elohim”; uma das inumeráveis divindades en¬carnadas e em auto-aperfeiçoamento; antes homem, criatu¬ra finita. Nos princípios da teologia mórmon, Adão (do Jardim do Éden), era considerado por muitos mórmons co¬mo a verdadeira divindade terrena.30
Jesus Cristo: divindade que se auto-aperfeiçoa (“Jeová” do Antigo Testamento), é o primeiro filho espiritual de Elohim e de sua mulher.
Espírito Santo: um homem com um corpo de matéria espiritual.
Trindade: triteísta; coordenada sob o politeísmo mórmon geral; portanto, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são divindades separadas.
Evangelho: teologia mórmon.
Novo Nascimento: batismo na água no mormonismo.
Imortalidade: salvação pela graça (ressurreição univer¬sal de todos os homens).
Expiação: provisão de Deus para que o indivíduo possa ganhar a sua própria salvação “pela obediência às leis e ordenanças do evangelho (Regras de Fé, 3).
A Queda: um passo espiritual ascendente; uma bênção permitindo a produção de corpos físicos para habitação dos espíritos pré-existentes a fim de que assim tivessem a possibilidade de atingir sua própria “exaltação” ou divin¬dade.
Verdadeira salvação – vida eterna – redenção: exalta¬ção a Deus na esfera mais alta do reino celestial, baseada nas boas obras e méritos pessoais do indivíduo. A exalta¬ção inclui o governo sobre um novo mundo e a procriação sexual a fim de produzir filhos espirituais que serão final¬mente encarnados e habitarão naquele mundo, cada um de¬les tendo a oportunidade de ser exaltado ou deificado.
Morte: geralmente um passo ascendente; a morte repre¬senta a possibilidade de uma forma de salvação (se não for exaltação), para os que nunca ouviram falar do mor¬monismo.
Céu: três “reinos de glória”, abrangendo várias gradações espirituais.
Inferno: geralmente como purgatório; possivelmente eter¬no para bem poucos (principalmente mórmons apóstatas).
Nascimento virginal: o nascimento de Cristo mediante um ato sexual físico entre Deus Pai (o deus mórmon terre¬no “Elohim”), e Maria (não sendo, portanto, um nascimen¬to virginal).
Homem: um espírito pré-existente com potencial para alcançar a divindade, mediante obediência aos ditames mórmons.
Criação: reorganização da matéria eterna.
As Escrituras: O Livro de Mórmon, Doctrine and Covenants (Doutrina e Convênios); The Pearl of Great Price (A Pérola de Grande Valor); e a Bíblia “até onde ela seja traduzida corretamente” (Regras de Fé, 8).
A Bíblia: um registro inspirado com erros e freqüente¬mente pouco confiável, interpretado adequadamente ape¬nas pelos mórmons e só à luz da teologia mórmon.
Considere essa lista de palavras. Durante 2.000 anos, a igreja cristã expressou acordo geral sobre o significado desses termos. Todavia, as definições e descrições mór¬mons citadas acima podem ser tudo, menos cristãs. Por que a igreja mórmon oferece definições falsas para ter¬mos cristãos comuns? Simplesmente porque ela não con¬fia apenas na Bíblia para formular os seus conceitos. Pe¬lo contrário, depende de revelações do mundo espiritual (veja a Quarta Parte), e essas revelações forçam uma re¬definição dos termos acima. Uma vez que as revelações em pauta tornam-se as escrituras padrão, os ensinos teo¬lógicos da igreja mórmon foram predeterminados.
E por isso que o mormonismo não pode ser conside¬rado cristão – suas novas revelações negam o verdadei¬ro significado dos termos bíblicos e os substituem por ensinos não-cristãos.
Na próxima parte, iremos contrastar as doutrinas mórmons e doutrinas cristãs específicas para que o lei¬tor possa verificar facilmente a irreconciliabilidade fundamental entre o mormonismo e o cristianismo.
POSSO CONFIAR NA BÍBLIA?
(Traduzido com permissão do ingles “Can I trust in the Bible?” © 2005 Cynthia Nina Armour Isaak)
Você pode dizer? “Eu respeito a Bíblia… assim como eu respeito qualquer outro livro clássico; tem muita coisa boa para dizer.”
Resposta:
A Bíblia não é e não pode ser colocada na categoria de qualquer outro livro! Traduzida para mais de 2.009 línguas, é o livro mais citado, mais lido e mais amplamente distribuído no mundo todo. Uma estimativa de 6.1 bilhões de cópias da Bíblia foram impressos entre os anos de 1815 e 1992.
Ela influenciou, tocou e transformou completamente um número incontável de vidas através dos tempos. Por quê? Por que este único livro é agraciado com tanta popularidade? Porque ele é a palavra do próprio Deus.
O que grandes homens e mulheres têm dito sobre a Bíblia:
“Se a todos os livros do mundo fosse dado vida e eles fossem trazidos juntos a uma Convenção, no momento em que a Bíblia entrasse, os outros livros cairiam de rosto no chão.” (Sir Isaac Newton)
“ A Bíblia, um livro em que, aos meus olhos, todos os outros são de menor importância, nunca falhou em me fortalecer (dar-me forças)” Robert E. Lee
“É impossível governar o mundo corretamente sem Deus e a Bíblia.” George Washington
“Qual é o segredo da superioridade da Inglaterra entre as nações? Vá e diga a seu príncipe que esta (a Bíblia) é o segredo da grandeza política da Inglaterra.” Rainha Vitória da Inglaterra
“Ler (examinar) os livros dos filósofos com toda sua pompa discursiva. Como são pobres e vergonhosos quando comparados com as Escrituras.” Jean Jacques Rousseau
Tão preciosa é sua mensagem que mesmo antes da imprensa escrita alguns homens gastavam o salário do mês todo para comprar UMA página das Escrituras! Em toda a história, no entanto, tem havido líderes, nações, governos e até mesmo religiões determinadas a destruir este Livro que é capaz de modificar vidas.
No ano 303 DC o imperador Diocleciano (245-313 DC) estava determinado a eliminar os seguidores deste Livro. Ele fora informado de que a única maneira de elimina-los seria eliminando suas Bíblias. Então ele emitiu um decreto para que cada Bíblia fosse destruída. Sentindo que havia tido sucesso, ele ergueu uma coluna com esta inscrição em latim: “Extincto nomene Christianorum.” (o nome de cristão está extinto). Porém em menos de 10 anos Constantino o substituiu, não apenas permitindo a presença da Bíblia mas encorajando-a!
“A grama morre e a flor cai, mas a Palavra do Senhor permanece para sempre.” Isaías 60:8
1400 anos após Constantino, Voltaire (1694-1778), o ateu francês (oposicionista à igreja e a Cristo) declarou, “Daqui a cem anos não haverá nenhuma Bíblia na terra exceto aquela investigada (procurada) por um curioso em antiguidades.” Vinte anos após a morte de Voltaire, porém, a Sociedade Bíblica de Gênova comprou sua casa para imprimir Bíblias! Mais tarde aquela mesma casa se tornou a sede para a filial de Paris da Sociedade Bíblica Britânica e Internacional, a qual distribuía Bíblias em toda a Europa!
Deus prometeu: “Minhas palavras não passarão.” Mateus 24:35
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Seguindo o curso do tempo muitos arriscaram suas vidas para contrabandear Bíblias para seus países. Páginas da história estão repletas de indivíduos que foram torturados ou mortos por não renunciarem à mensagem que este Livro traz: Uma mensagem que virou (e tem virado) este mundo de cabeça para baixo.
O que você pode dizer: “Pode ser um livro único, talvez o melhor livro já escrito, mas ainda é … apenas um livro escrito por homens bons.”
Resposta:
Apenas um livro escrito por homens bons? Poderiam homens bons mentir? A Bíblia afirma ser a própria palavra de Deus! Eles não mais seriam bons homens se escrevessem, “Isto é o que Deus diz”, enquanto escrevessem palavras de sua própria autoria (invenção)! Eles seriam mentirosos, e enganadores – não bons homens certamente.
Deus usou 40 homens diferentes para escrever Suas Palavras e Ele deu-lhes cada palavra que Ele queria que fosse escrita. “Toda Escritura é inspirada por Deus,” a Bíblia afirma isso. Esta palavra “inspiração” no grego é “theopnestos” uma palavra composta de duas:
Theos = Deus Pneu = fôlego, sopro
(LITERALMENTE: “INSPIRADA POR DEUS”)
Cada palavra da Escritura é “Inspirada por Deus”! Deus não apenas lhes deu pensamentos e idéias aleatórios (fortuitos) permitindo-lhes escreve-los da forma que melhor lhes conviesse; Ele cuidadosamente deu-lhes cada palavra.
Estes homens estavam bem conscientes de que as Escrituras que eles estavam escrevendo eram as palavras de Deus e não as suas próprias. Por exemplo: O livro de Jeremias começa com esta frase, “As palavras de Jeremias .. a quem a palavra do Senhor veio (foi dada) nos dias de Josías.”
Você pode dizer: “Então eles afirmavam ser inspirados por Deus! Uma pessoa pode afirmar qualquer coisa que queira! Isso não prova nada!”
Resposta:
Você está certo. Afirmar apenas que algo foi escrito por Deus, não prova que foi. Mas considere isto: Estes homens que catalogaram as palavras de Deus vieram de diferentes classes sociais: Moisés era um príncipe, Josué era um líder militar, Amós era um criador de cabras, Neemias era um servo real, Mateus um coletor de impostos, Lucas era um médico, e Paulo um rabino.
Eles não somente vieram de diferentes classes sociais, mas viveram em períodos completamente diferentes. Na verdade o tempo que Deus levou para revelar completamente Sua Palavra durou 1.600 anos.
Não apenas os escritores viveram em períodos de tempo diferentes como também viveram em lugares diferentes. Estes homens vieram de locais diferentes, variando da Babilônia a Roma. Consequentemente, a Bíblia foi escrita na Europa, Ásia e África e em três principais línguas diferentes daqueles dias: Hebraico, Grego e Aramaico.
Tudo isto para dizer que estes homens não eram um grupo de professores religiosos reunidos ao redor de uma mesa que decidiram um dia escrever juntos um livro e dizer que foi divinamente inspirado! Não, eles eram de diferentes classes, diferentes lugares do mundo, diferentes línguas, e de diferentes épocas! E ainda assim dos seus manuscritos, como as peças de um quebra-cabeça que se juntaram com o passar do tempo … inegavelmente UMA história surgiu com UM tema central. Como? Porque havia apenas UM autor: o Próprio Deus todo poderoso.
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Enquanto estes homens escrevias as palavras de Deus às vezes eles nem mesmo entendiam o que eles estavam escrevendo! Não teria havido um jeito deles terem conseguido! Por exemplo no Salmo 22 Davi escreve uma descrição precisa de crucificação, a profecia referente a como o Messias prometido um dia morreria.
Não está impressionado? No tempo em que Davi escreveu as palavras de Deus referentes a como Seu Filho morreria (aproximadamente 1000 AC), a forma de punição judaica maior era a morte por apedrejamento. A crucificação viria a existir somente centenas de anos mais tarde, sob o Império Romano. Davi não tinha como ter criado (inventado) isto! Ele não precisava. Deus lhe deu cada palavra.
A Bíblia está repleta de profecias, muitas das quais já se cumpriram, algumas que estão para se cumprir. Somente o livro de Daniel é suficiente para parar qualquer (cético) desdenhador completamente. Escrito aproximadamente 535 AC, Daniel registra 135 profecias específicas somente no capítulo 11! Elas foram tão perfeitas e precisamente cumpridas que os críticos são impressionados pelo livro! Deus, através de Daniel, em detalhe, previu muitas coisas incluindo a ascensão e queda de quatro grandes impérios!(Babilônio, Medo-Persa, Grego e Romano).
Porque este livro foi tão perfeitamente cumprido, um crítico em 300 DC declarou que o livro de Daniel era uma fraude e que foi na verdade escrito em 50 DC. Rejeitando sua teoria de blasfêmia, a Septuaginta de 285 AC foi encontrada contendo o livro de Daniel.
O historiador Josephus registra um incidente que ocorreu em 322 AC, quando Alexandre o Grande estava conquistando o mundo. Com o livro de Daniel em suas mãos, um Judeu parou Alexandre para mostrar-lhe onde no livro de Daniel fora profetizado sobre ele. Alexandre ficou tão comovido que mandou que seu exército perdoasse Jerusalém.
Mas tão impressionante quanto o livro de Daniel e como são outros livros proféticos – Jesus Cristo é o Ápice da Revelação. O homem Deus enviado para resgatar um mundo caído, é o tema de toda a Bíblia. As profecias foram dadas com respeito a Ele desde os dias de Adão e Eva! Há centenas de profecias referentes a Jesus Cristo contidas na Bíblia. Vamos ver apenas 8 delas:
1
. Ele era para nascer em Belém;
2. Ele teria um predecessor
3. Ele entraria em Jerusalém montado em um jumento
4. Ele seria traído por um amigo
5. Ele seria vendido por prata
6. A prata seria usada para comprar um campo
7. Ele ficaria silencioso perante os seus acusadores
8. Ele seria pregado (furado) antes da morte
A probabilidade destes 8 versículos serem cumpridos em UM homem é de 1 na 10 na 17ª potência. Se você for como eu, no entanto, essa estatística não significa nada para você. Então para ter uma idéia completa disto vamos tomar a mesma estatística e aplicar a algo mais:
Tome uma moeda de um dólar e pinte um bigode verde nele e então misture essa moeda com toneladas de moedas de dólar e espalhe-as sobre o estado do Texas até haver 2 pés de moedas por todo o Texas. Então leve uma pessoa e sobrevoe o Texas em um helicóptero e solte-a (derrube-a) de olhos vendados no local de escolha dela. Deixe-a andar 50 passos em qualquer direção e parar, abaixar-se e apanhar uma moeda de prata. A probabilidade dessa pessoa apanhar uma moeda de prata com bigode verde é de 10 na 17!
Os homens não escreveram a Bíblia – Deus escreveu. Somente um Deus perfeito, onisciente e infalível poderia escrever este livro perfeito, infalível e sem erros.
“A palavra de Deus é viva e eficaz, mais afiada que qualquer espada de dois gumes.” Hebreus 4:12
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Você pode dizer:” Wow, talvez Deus tenha realmente falado através destes homens, mas eu estou certo de que Ele não o fez o tempo todo! Somente os aspectos religiosos e a s profecias são inspiradas, mas nada pertencente à ciência ou história ou algo mais.”
Resposta: A Bíblia diz que “TODA a Escritura é inspirada por Deus.” (II Tim 3:16) Não apenas parte dela. Nem a maioria dela. TODA ela. Se é para você crer que Deus inspirou parte da Bíblia, por que não acreditar que Ele inspirou ela toda? Se somente parte da Bíblia foi inspirada por Deus, quem poderá determinar qual parte é inspirada e qual porção não é? Seria o homem falível capaz de tomar tão monumental decisão? Se a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus como diz ser, então deve ser perfeita porque Deus é perfeito e imutável, um Deus perfeito jamais produziria algo menos que isso.
Embora a Bíblia não seja um livro de História, em todas as questões históricas ele é historicamente correto. Na verdade o Dr. Nelson Glueck, o reitor de arqueologia Palestina afirma:
“Pode-se afirmar categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica já tenha controvertido uma referência Bíblica.”
Bem pelo contrário, muitos achados arqueológicos tem sempre confirmado a veracidade de Bíblia. Aqui estão apenas alguns exemplos:
1
. A existência dos Hititas, mencionada numerosas vezes na Bíblia, foi questionada por críticos à Bíblia durante anos. Mas em 1906 Hugo Winkler de Berlin desenterrou uma antiga capital Hitita em Boghazkoy, 90 milhas a leste de Ankara.
2. Documentos foram encontrados por arqueólogos que confirmam a exatidão dos nomes, épocas, e locais de reinado de mais de quarenta diferentes reis, documentos atualizados com a Bíblia.
3. Um dos diretores da Companhia de Petróleo Standard estava lendo sua Bíblia quando o livro de Êxodo 2:3 chamou sua atenção. A passagem descrevia a mãe de Moisés fazendo uma arca para o bebê e então revesti-lo “com betume e piche”. Ele concluiu que onde há piche há petróleo, e se estava lá no tempo de Moisés, então provavelmente estava ainda lá! Assim o geólogo e expert em petróleo Charles Whitshott foi enviado para lá para fazer investigações e como resultado petróleo foi encontrado!
A Bíblia não é um livro histórico, mas é completamente exato historicamente. Cada versículo na Bíblia é sem erro, sendo pertinente tanto à história quanto à ciência. Na verdade a Bíblia sempre esteve na frente dos cientistas. Confira estas verdades científicas contidas na Bíblia:
1
. Salmo 135:7 – umidade na atmosfera passa por um ciclo de evaporação e condensação.
2. Isaías 40:22 – A terra é esférica na sua forma.
3. Jó 38:14-18 – A terra gira (roda) em seu eixo.
4. Jó 26:7 – A terra está suspensa no espaço.
5. Jeremias – 33:22 – As estrelas não podem ser numeradas. (são inumeráveis)
6. Juízes 5:20- As estrelas viajam em certos caminhos, vias.
7. Levítico 17:1111 – O sangue sustenta a vida.
Esta lista não é muito impressionante até que você se dê conta de que quando Deus relatiou estas verdades, as massas da humanidade eram ainda muito ignorantes destes fatos básicos. A terra ser redonda? Nunca se ouviu a respeito! As estrelas? Em 130 AC Hipparchus contou 1.022 estrelas, e em 200 BC Ptolomeu contou 1.026 estrelas! Somente com a invenção do telescópio o homem se daria conta de que as estrelas eram incontáveis (inumeráveis).
E quanto ao sangue? A sangria era uma prática “científica” comum até o final do século XVIII! Na verdade, quando George Washington não estava melhorando de uma gripe severa, seu médico pessoal começou a sangra-lo na madrugada de 14 de dezembro de 1799. Convencidos de que estavam fazendo a coisa certa, seus próprios médicos o sangraram até a morte e ele faleceu naquela noite. Ironicamente ao lado de sua cama estava uma cópia da Bíblia. Naquela Bíblia poderia ter sido encontrada uma passagem que
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poderia ter salvo sua vida: Levítico 17:1111, “Pois/Porque a vida da carne está no sangue.”
A Academia Francesa de Ciências publicou um folheto em 1861 listando 51 fatos científicos que supostamente contradiziam a Bíblia. Hoje nenhum cientista acredita nos “supostos erros”. Nosso conhecimento científico continua a flutuar e a mudar, mas a Bíblia nunca muda!
A Palavra de Deus pode ser acreditada de ser completamente livre de erros assim como Ele é completamente livre de erros.
“Parece estranho que o texto de Shakespeare, o qual existe há menos de dois séculos e oito anos, deveria ser muito mais incerto e corrupto do que o do Novo Testamento, agora após dezoito séculos de idade, durante aproximadamente 15 dos quais existiu somente em manuscritos … qualquer controvérsia quanto a sua leitura deve mais relacionar-se à interpretação das palavras do que a qualquer dúvidas a respeito das palavras em si. Mas em cada uma das 37 peças de Shakespeare há provavelmente uma centena de leituras em discussão, uma grande porção das quais materialmente afeta o significado das passagens onde ocorrem.” John Lea.
Agora, meu amigo, você leu minha breve defesa da exatidão da Bíblia, e eu apenas arranhei na superfície. Deus Santo e Todo Poderoso nos amou tanto que Ele te deixou um livro perfeito, Ele preservou este livro de palavras de vida no decorrer dos tempos e Ele o oferece a você hoje. Você pode apoiar a sua vida na inerrância(exatidão) da Bíblia! E agora …
A ESCOLHA É SUA.
(tradução do ingles 2006 por Marlei e Marcos Hansen, SC, Brazil)
Testemunha de Jeová. (estudo)
Publicado: abril 19, 2012 em Sem categoriaTestemunhas de Jeová ou de Jesus?
Viemos através deste estudo, analisar com base nas Escrituras, quem são as testemunhas de Deus, pedimos que você leia todo este estudo, e analise com a mesma prudência a qual tiveram o bereanos:
“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” Atos 17:11.
Isaías 43:10-12″Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibas, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; eu sou Deus.”
Na citação acima, percebemos que somos testemunhas do Senhor, ora a Bíblia diz que Jesus é o Senhor (Atos 04:33; 07:59/Judas 01:04; etc), logo, quem falou em Isaías 43:10, foi Jesus, visto que Ele é o Senhor. Na citação acima, ainda disse que fora Dele não há outro deus, e a Bíblia diz que Jesus é o verdadeiro Deus (I João 05:20/ João 20:28). Logo, devemos ser Testemunhas de Jesus!
As testemunhas de Jeová dizem que Jesus seria um deus, mas, quando a Bíblia se refere a um deus, fala de falsos deuses, ídolos, e até mesmo a satanás, um falso deus (II Coríntios 04:04). Ora, se Jesus fosse um deus, seria igual a satanás, pois este sim é um deus falso; ou até mesmo comparam Jesus a um ídolo, ao rebaixarem Ele, comparando-O com um deus. Responde-me as Testemunhas de Jeová: Que Deus é Jesus? Um falso deus assim como satanás e os ídolos? Se Jesus é um falso deus, por que vocês oram a Jeová pelo intermédio de Jesus? Por que dizem ser Jesus a maior criatura, a qual merece reverencia?
Por outro lado, se Jesus não é um falso deus, então definam-se, pois se Ele não é falso, Ele é Deus verdadeiro, e assim vocês concluem, por que modificaram a citação de João 01:01, colocando-O como um deus? Algo está errado, pois a própria Tradução do Novo Mundo, diz que Jesus é o Deus verdadeiro e a vida eterna (I João 05:20, veja também João 20:28, e Isaías 09:06). Nestas citações, Jesus aparece como Deus, com “D” maiúsculo. A Bíblia diz que há um só Deus verdadeiro (Isaías 43:10-12), logo, se Jesus é Deus, Ele é Deus, e não um deus! Se Jesus Deus e Senhor, logo, devemos ser Testemunhas de Jesus, vejamos isso na Bíblia:
* Os discípulos testificaram de Jesus – “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas.” Atos 02:32. O próprio Jesus disse que eles seriam testemunhas Dele mesmo:
” Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” Atos 01:08.
E por fim, mais uma citação – “e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio.” João 15:27.
Logo, os discípulos eram Testemunhas de Jesus!
* O Espírito Santo testemunhou e testemunha de Jesus – “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio.” João 15:26.
Só nesta citação, já podemos ver que o Espírito Santo e os discípulos eram Testemunhas de Jesus!
* O Pai testemunhou de Jesus – “O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim.” João 05:37.
Se você duvida que até o próprio Pai é testemunha de Jesus, confira em sua Bíblia a citação acima, você poderá ler: “Também o próprio Pai que me enviou tem dado testemunho de mim” João 05:37.
Jesus confirmou isso, em João 05:31-32 – “Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim.”
“Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim.” João 08:18.
Com estas citações, ficou claro compreender que o próprio Pai é Testemunha de Jesus!
As Testemunhas de Jeová, ao lerem tais citações, poderão tentar fugir do tema, perguntando o seguinte: “Jesus foi enviado, como lemos em João 05:37, quem é maior, o enviado, ou quem envia?” Esse raciocínio a princípio parece coerente, mas, depois de analisar as escrituras, compreendemos que o enviado não é menor que aquele que o enviou:
“Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.” João 16:07.
Aqui, encontramos Jesus anunciando que Ele foi e enviou o Espírito Santo (a força ativa de Deus, segundo as TJ). Ora, apliquemos um raciocínio mais fundado: Seria Jesus (uma criatura segundo as TJ), maior que o Espírito de Deus só por que Jesus enviou o Espírito de Deus? Seria uma criatura maior que o poder ativo de Jeová?
O fato de Jesus ter sido enviado pelo Pai, não indica que Ele era menor que o Pai. Os discípulos, certa vez, enviaram Pedro e João para Samaria (Atos 08:14), seriam Pedro e João menores que os outros discípulos? Paulo e Silas também foram enviados (Atos 17:10). Raciocinemos novamente: Seria Jesus, uma criatura ao ver das TJ, maior que o poder ativo de Jeová? Certamente que não! Mas Jesus enviou o Espírito Santo, e nem por isso Ele é superior ao Espírito de Deus, nem tampouco, o Pai é maior que Ele pelo fato Dele ter sido enviado. Veja também João 15:26, no qual Jesus afirma que Ele realmente seria que enviaria o Espírito Santo, e que Ele seria testemunha de Jesus (João 15:26)!
Jesus é menor que o Pai? : “Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.” João 14:28.
Jesus, quando disse isso, ainda estava na terra como Homem, então, logicamente o Pai era maior que Ele, mas agora, Jesus está revestido de poder e autoridade, sendo Ele igual ao Pai, confira: Mateus 28:18/ Filipenses 02:09-10.
O capítulo 05 de João, é realmente um pedra no sapato das Testemunhas de Jeová. Já vimos que em João 05:31-32 e 05:37 que o próprio Pai é testemunhas de Jesus. No versículo 23, lemos:
“para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou.” João 05:23.
Assim como o Pai é honrado, Jesus é honrado. Se o Pai é louvado, glorificado, adorado, Jesus também deve ser, pois quem não honra ao Filho, tal como honra ao Pai, na verdade não está honrando ao Pai (João 05:23).
Falsas Testemunhas
A Bíblia, além de falar das Testemunhas de Jesus, fala também de falsas testemunhas, vejamos como eles agem:
“A testemunha de Belial escarnece do juízo, e a boca dos ímpios engole a iniqüidade. Preparados estão os juízos para os escarnecedores e os açoites para as costas dos tolos.” Provérbios 19:28-29.
As testemunhas de Jeová, não acreditam no inferno de fogo, nem que os condenados sofrerão a eternidade, e quando alguém diz o contrário a eles, logo escarnecem deste juízo, justamente conforme Provérbios 19:28, logo, a Bíblia não chama a estes de Testemunhas de Jeová, mas de testemunhas de Belial.
“A testemunha verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras. A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador.” Provérbios 14:05-25.
Na citação acima, diz que há falsas testemunhas, as quais não livram as almas, mas que só enganam. As Testemunhas de Jeová, não oferecem o céu as almas, não oferecem uma novidade de vida, e nem acreditam que possam “nascer de novo”, isto é, não acreditam que podem ter uma vida com intimidade com Deus, pela mediação em Cristo. Mas. A Bíblia diz:
“Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.” João 03:05.
Perceba que Jesus não falou de reencarnação, pois Ele não disse para nascer da carne, mas nascer pelo Espírito Santo – ” O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” João 03:06.
Características das falsas testemunhas
Já vimos que as falsas testemunhas não oferecem um livramento para as almas, vejamos agora outras características das falsas testemunhas.
As falsas testemunhas dizem que Jesus não ressuscitou no mesmo corpo, mas que teria ressuscitado somente em espírito (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra- páginas 143-145, parágrafos 6-10).
Mas as Verdadeiras testemunhas anunciam que Cristo ressuscitou sim, e que o corpo Dele não foi escondido, ou que esteja morto, assim como dizem as Testemunhas de Jeová!
A Bíblia diz: “E dessas coisas sois vós testemunhas.” Lucas 24:48. Que coisas são estas? Vamos ler o contexto:
“Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” Lucas 24:39.
A Bíblia diz então que Jesus não ressuscitou só em espírito, “…pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” Lucas 24:39.
Logo, as testemunhas que dizem que Cristo não teria ressuscitado em corpo, são falsas testemunhas.
Na revista DESPERTAI!, de 22/12/1984, página 20, os líderes das Testemunhas de Jeová fizeram a seguinte declaração: “… Jesus de Nazaré, não mais existe. Foi morto em 33 EC ” – EC: Era Cristã.
Já a Bíblia diz que o Nazareno está vivo sim!
O Nazareno vive! Atos 0 4:10 “seja conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.”
Leia também Atos 02:22; 03:06; 06:14; 22:08; 26:09 e veja que Jesus, nosso Mediador vive!
Apocalipse 01:18 “e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno.”
Quando os discípulos se reuniram para escolher um substituto para Judas, disseram:
Atos 01:22 “começando desde o batismo de João até ao dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição.”
Eles queriam uma testemunha verdadeira, que testemunhasse da ressurreição de Jesus, já as falsas testemunhas, não testificam da ressurreição de Cristo, e estes os discípulos não queriam!
Agora, quem você escolhe? As testemunhas verdadeiras, ou as falsas? As Testemunhas de Jesus, ou testemunhas de Belial?
Você, testemunha de Jeová, que acompanhou este estudo, talvez você esteja surpreso pelas citações as quais te apresentamos; recomendamos que você analise tudo o que apresentamos aqui, em sua Bíblia, com a mesma prudência as quais fizeram os bereanos (Atos 17:11).
Você gostaria de ter mais estudos? Acesse nosso site, e tenha: Pregações, Testemunhos, Ilustrações, Bíblia em audio, estudos sobre o Apocalipse, e muito mais: www.noticiasdoevangelho.cjb.net
Ou, ouça Rádio Feliz 88,5 FM às 22:30 horas.
Escrito por Wellington Leão.
Leia também:
*Estudo – Raciocínios a base das Escrituras – Como responder as Testemunhas de Jeová ? – Clique aqui para ler
*Estudo – Testemunhas de Jeová, a religião que não oferece o céu.
*Estudo – Doutrina da Trindade, uma doutrina Bíblica
*Livros sobre as Testemunhas de Jeová para download gratuito
*Pregações sobre as Testemunhas de Jeová
